Executivos da telco italiana visitam autoridades brasileiras
A princípio, a Telecom Italia não é contrária à aquisição da Brasil Telecom pela Oi, fusão que resultaria em uma operadora de capital nacional. A mensagem foi transmitida às autoridades brasileiras pelo presidente da companhia italiana, Gabriele Galateri di Genola, em encontro em Brasília, na terça-feira, 13 de maio. Participaram da reunião o diretor de operações internacionais da Telecom Italia, Oscar Cicchetti, e o presidente da TIM Brasil, Mario Cesar Pereira de Araujo.
Mas como a operação Oi-BrT, que tem apoio do governo, exige mudanças nas regras da telefonia do País, os executivos da Telecom Italia reivindicam que as autoridades aprovem as regras necessárias de acesso às redes locais para garantir um cenário competitivo. A reestruturação do Plano Geral de Outorgas (PGO) está sendo conduzida pela Agência Nacional de Telecomunicações, prevista para sair do papel ainda em maio.
Diante das iminentes alterações no PGO, a Telecom Italia também declarou o compromisso de manter a TIM Brasil separada da Vivo, segundo publicou o jornal O Estado de S. Paulo. Em comunicado, a telco ressalta os investimentos feitos na operadora desde 1997, que somam R$ 20 milhões, e o plano de estratégia para a oferta dos serviços da terceira geração (3G).
As mudanças nas regras da telefonia têm impacto nas operações da TIM Brasil, operadora móvel da Telecom Italia no País, devido à entrada da Telefonica na composição acionária da holding italiana, no ano passado. Como a Telefonica detém 50% da Vivo, sua participação na TIM, ainda que indireta, infringe as atuais normas brasileiras, que impede um mesmo grupo de controlar duas operações distintas. Esta barreira pode ser eliminada com a revisão da Anatel.