Contrato com a operadora prevê dez horas como tempo máximo de indisponibilidade dos links
O contrato entre a Companhia de Processamento de Dados do
Estado de São Paulo (Prodesp) para estruturar uma rede MPLS e fornecer o
serviço de integração das redes de comunicação de dados, voz e de vídeo das secretarias
e órgãos do Estado (Intragov) previa a redundância em caso de queda nos links.
Como a causa do “apagão”, que deixou sem internet os
clientes da Telefônica em SP, foi justamente na rede MPLS da operadora, em média,
metade dos 13 mil links da Prodesp ficou indisponível durante a pane – em
momentos alternados. “O nível do acordo de serviço (SLA, na sigla em inglês) é
alto, com tempo de parada máximo previsto em contrato de dez horas”, ressalta o
presidente da Prodesp, Leão Roberto Machado de Carvalho.
Contudo, a preocupação com a redundância ficou a cargo da
Telefônica. “Nos preocupamos – e muito – com a redundância, mas não dava para
prever esta ‘catástrofe'”, afirmou Leão Machado, completando que, se colocasse todas
as possíveis vulnerabilidade em contrato, o custo ficaria inviável.
O contrato com a telco foi fechado por R$ 250 milhões, em
meados de 2005, tem vigência de cinco anos e prevê uma rede de 18 mil links.
Prejuízos
A Telefônica sofrerá sanções previstas em contrato, no
entanto, a Prodesp ainda não definiu o valor da multa que será aplicada. O cálculo
já começou a ser feito, mas, de acordo com a assessoria de imprensa, são muitas
as variáveis que influenciam na somatória.
Nesta quinta-feira (03/07), por exemplo, foram realizados
apenas 30 mil atendimentos nas 11 unidades fixas do Poupatempo. Em um dia
normal, a média é de 90 mil. O fluxo de tráfego de informações entre o data
center da Prodesp e seus clientes (os órgãos públicos) também despencou. O
volume de informações recebidas pelo data center representou 10% do fluxo
normal; e o das informações que saiam do data center para os clientes foi de
35%.
Leia mais sobre a pane na Telefônica que deixou São Paulo sem internet.
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