Para atender a um maior número de usuários e levar telefonia
A operadora afirma que os principais fatores que implicaram na escolha do DRS foram o preço, a qualidade e a economia e o fato do produto poder ajudar a Telemar a cumprir as metas impostas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). “Com o DRS, a Telemar poderá levar telefonia aos lugares mais afastados sem ter custos absurdos e, dessa maneira, beneficiar muitos usuários,” avalia Luiz Antonio Almeida Santos, diretor geral da CS Telecom do Brasil.
O DRS suporta transportar dois canais de voz em cada conexão VHF (entre 148 e 174 MHz) ou UHF (390 a 512 MHz). Embora seja uma alternativa de WLL, a arquitetura desta solução não obriga a operadora a instalar uma rede de celular fixo, que teria custos de implantação e manutenção maiores. Na prática, o DRS estende o cabo que vai da central ao telefone do assinante, via transmissão por rádio. Além de atingir regiões de difícil acesso, oferece uma alternativa para as operadoras de telefonia fixa instalarem telefones públicos em locais difíceis de serem cabeados, como praias ou locais abertos.
No final do ano passado, a Telemar, anunciou que seriam aplicados mais de R$ 5 bilhões somente em dados e novos terminais. Com o objetivo de atingir mais de 16,6 milhões de terminais instalados até o final do ano, a operadora vai investir R$ 3,5 bilhões na fábrica e na melhoria da qualidade dos serviços prestados. Em abril, a companhia superou em quase um milhão de telefones a meta traçada pela Anatel para todo o ano de 2001.
A CS Telecom (Cumpri Service Telecomunicações), prestadora de serviços especializados em vendas, instalações, assistência técnica e manutenções em telefonia, tem objetivo de expandir o uso de rádio DRS às empresas de agropecuária, energia elétrica, petróleo e bancos, que também atendem localidades isoladas. A companhia faturou R$ 15 milhões no ano passado e neste ano, pretende atingir uma receita superior a R$ 35 milhões.