Companhia ainda enfrenta forte concorrência na América do Sul, e deve obter menos sucesso que a América Móvil
Embora tenha situação melhor que a da matriz mexicana, a Telmex Internacional ainda enfrenta forte concorrência na América do Sul, e deve obter menos sucesso que a América Móvil, empresa de telefonia celular que Slim separou da Telmex há sete anos, em 2001.
A América Móvil, que no Brasil controla a Claro, tornou-se a maior operadora de telecomunicações da América Latina, com alta de 800% em suas ações, desde o lançamento no mercado de capitais.
A operadora de telefonia brasileira Embratel, de longe o maior ativo da Telmex Internacional, obtém metade de sua receita das ligações de longa distância, mas o segmento não tem perspectivas de crescimento, está paralisado e tem as margens de lucro estagnadas em decorrência da melhoria progressiva da tecnologia de telefonia por rede internet (VoIP).
Brasil não é o único
Apesar de o Brasil ser o maior mercado para a Telmex Internacional, gerando hoje 78% de sua receita, a empresa vê outras oportunidades de crescimento na América Latina, segundo o presidente- executivo Oscar Von Hauske.
“Acreditamos ter outras oportunidades de crescimento nos demais países diante dos níveis de penetração que estamos assistindo na região, mas ainda acreditamos que o Brasil tem margem para crescer”, disse Von Hauske.
A rival espanhola Telefónica atua nos mesmos mercados latinos e também tem a sua operação internacional.