Segundo a IDC, projetos na plataforma miram apenas redução de custos, deixando de lado todas as funcionalidades das comunicações unificadas
Na visão da IDC, os departamentos de tecnologia da informação das companhias brasileiras ainda não se atentaram para as totais possibilidades geradas pela telefonia sobre protocolo de internet (IP) – porta de entrada para as comunicações unificadas. “Vemos que as empresas não investem muito em mobilidade corporativa e convergências. Esse cenário precisa ser alterado”, enfatiza Vinicius Caetano, analista sênior de telecom da consultoria.
No fim de 2008, a IDC ouviu cem corporações nacionais e, deste total, apenas 31% utiliza alguma forma de telefonia IP. Não há indícios fortes de que tal cenário deva mudar, pelo menos, no curto prazo. Segundo o analista, uma grande parcela de executivos disse que não pretende investir no conceito afirmam que “os sistemas atuais atendem a todas suas necessidades”.
Pelas contas da consultoria, existiam cerca de 850 mil ramais IP em operação no Brasil no primeiro semestre do ano passado. O analista aponta que o mercado cresce ano a ano, mas grande parte dos projetos mira apenas redução de custo ou substituição tecnológica de um sistema tradicional que apresentou falhas.
Caetano acredita na necessidade de mudar o foco e encarar a telefonia IP como uma forma de superar expectativas de clientes internos, privilegiando aplicações integradas por meio de plataformas de telecom.
“As empresas brasileiras veem a questão da mobilidade e da convergência acontecer, mas ainda não estão atentas ao que devem fazer com isso”, avalia Caetano, dizendo que os executivos de tecnologia – no que tange a telefonia IP – precisam parar de pensar só nas necessidades para adotar a postura de encantar os clientes internos.