Emissora leva time e equipamentos de TI para que a experiência dos profissionais que trabalharão no evento seja idêntica a vivida no Brasil
Dos 225 profissionais da Rede Globo que estarão cobrindo a Copa na África do Sul, sete são do departamento de TI. O time será responsável por suportar localmente as iniciativas tecnológicas na cobertura do mundial para Globo TV, Globo Esporte e globoesporte.com. Mas, longe de uma ação pontual, dá para se dizer que o evento começou para a companhia há quatro anos, logo no encerramento do Mundial na Alemanha.
“Definida a sede dos jogos, começam as reuniões de preparação”, explica Carlos Octávio de Alexandre Queiroz, diretor de operações, tecnologia e planejamento da central de informática, administração e patrimônio da emissora, sinalizando que o processo para rodar a estratégia delineada se intensifica um ano antes da bola rolar.
O executivo foi à África do Sul algumas vezes para conferir as condições das cidades que abrigarão jogos do Mundial para ajudar a mapear as demandas locais e traçar planos para suportar a cobertura. “Aproveitamos essas viagens para fazer uma pesquisa de ofertas de serviços de telecomunicação, porque normalmente esse é um recurso crítico”, comenta.
A ideia é entender a cobertura da rede, os links, saídas de internet para estabelecer acordos com operadoras de telefonia fixa e móvel do país. “Como, muitas vezes, a seleção brasileira tem roteiros itinerantes, preciso montar redações móveis”, detalha, para complementar: “pensamos sempre em mobilidade”.
De acordo com Queiroz, a Globo não levará desktops para a África do Sul. “Só teremos notes e netbooks, além de devices como Blackberry e iPhone”, contao executivo, citando cerca de 160 computadores e uma gama de telefones. A proposta é que a experiência de trabalho dos profissionais que vão para a cobertura da Copa seja idêntica a proporcionada pela emissora no Brasil.
A Rede Globo levou também três servidores para o continente africano. A iniciativa confere capacidade de infraestrutura local para que algum eventual impedimento de telecom não impeça o trabalho. Os equipamentos embarcaram na primeira semana de abril e o time de TI seguiu em maio.
Além da infraestrutura e a equipe no outro continente, Queiroz destaca uma operação pesada também em solo brasileiro. Para conectar os times, a Rede Globo adotou recursos de videoconferência para reuniões à distância. O evento ganha profissionais e seis servidores dedicados ao evento também pro aqui. Há, ainda, um sistema de estatísticas, customizado para a Copa.
Sem comparação
O diretor prefere não tecer comparações com as condições tecnológicas encontradas na copa realizada na Alemanha com a de 2010. “De toda a forma, a África do Sul nos surpreendeu positivamente na oferta do que vimos sob o ponto de vista de telecom”, comenta.
Na percepção de Queiroz, rede local sul-africana é muito boa em velocidade de tráfego e área de cobertura. Todavia, as conexões internacionais se mostraram lenta. Dessa forma, a comunicação Brasil-África do Sul ocorrerá via Embratel.
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