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TIM entra na guerra por linhas fixas em 300 cidades

Iniciativa acirra concorrência com as operadoras fixas Oi, Telefônica e Brasil Telecom

Publicado: 30/04/2026 às 02:44
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TIM entra na guerra por linhas fixas em 300 cidades
Construção civil — Foto: Reprodução

A TIM entra nesta sexta-feira na disputa pela linhas fixas. Começando por 300 cidades (todas as com mais de 500 mil habitantes e representando 60% da população urbana), a empresa de origem de telefonia móvel vai bater de frente com as tradicionais concessionárias fixas, Oi, Telefônica e Brasil Telecom, que normalmente detêm mais de 90% de participação de mercado em suas áreas.

O diretor de marketing da operadora, Marco Lopes, diz que para a operação surge com “uma estrutura de guerra”, uma vez que envolve forte investimento em marketing e publicidade – com campanha que começa na própria sexta-feira -, adaptação de infra-estrutura tecnológica e preparação de equipe. A TIM tem investimento total previsto de R$ 7,2 bilhões para o período de 2008 a 2010, incluindo esse plano e também outros de seus principais focos recentes, como a entrada na terceira geração (3G), a oferta de banda larga e publicidade.

“Tudo o que funciona na telefonia móvel – a competição e a chegada à classe C e D – não aconteceu na fixa”, ataca. Uma das primeiras ameaças a esse setor foi a chegada do “triple play”, a partir da entrada da Embratel e da NET em ofertas combinando banda larga, TV por assinatura e número fixo, operando pela rede de internet. A competição de outras tecnologias, como a própria voz pela internet (VoIP) e a popularização do celular tornou o mercado fixo decrescente, ainda que continue sendo a principal fonte de receita de seus “players”. Ao fim de 2006, a Oi tinha 15,2 milhões de linhas fixas em operação, a BrT, 9,5 milhões e a Telefônica, 12,4 milhões. No fim do primeiro semestre deste ano, possuíam 14 milhões, 8 milhões e 11 milhões, respectivamente.

O TIM Fixo, como será chamada a oferta, complementa plano de convergência da operadora. “Em 2006, enxergamos que era um momento diferente, em que os mercados não eram mais estanques. Na época, saímos da Brasil Telecom e começamos a montar a estratégia de convergência a partir do móvel”, conta Lopes.

O primeiro passo foi o lançamento do TIM Casa em 2006, um aparelho celular, que dentro da residência funcionava como um telefone fixo. No fim do mesmo ano, pediu autorização de Serviço de Telefonia Fixa Comutado (STFC) à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para poder operar em todo o território nacional. A aprovação veio em maio de 2007 e já em setembro anunciou o TIM Casa Flex, um dispositivo que trazia número fixo e móvel, que eram acionados de acordo com a localização do aparelho.

O TIM Fixo trata-se de uma oferta tecnologicamente mais simples, mas que visa a um público completamente diferente. “O TIM Casa Flex tinha um caráter de telefone pessoal, comum ao celular. O alvo eram executivos, os profissionais liberais, que não precisam ter um telefone em casa”, afirma. A nova oferta está voltada a atender ao interesse de famílias, de quem precisa ter um telefone para ser compartilhado.

Num primeiro momento, o aparelho disponível será um modelo da Motorola, que tem todas as características de um telefone fixo comum, mas que funcionará na rede sem fio da TIM. Essa tecnologia permite que o cliente compre o aparelho, que custará R$ 69, em qualquer ponto de venda e registre a linha por conta própria. Os serviços de viva-voz, secretária eletrônica e identificador de chamadas estão inclusos no plano de R$ 29, de 250 minutos de ligações.

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