A troca da Vivo pela TIM é o centro de conversas restritas em salas fechadas em Madri
A Telefónica Móviles está perto de dar uma guinada na sua estratégia de internacionalização e pode provocar mudança significativa no mercado local de telecomunicações. Cansada de propor, sem êxito, a compra da participação da sócia Portugal Telecom na Vivo, a espanhola começa a vislumbrar uma saída por meio da TIM, aproveitando que adquiriu, em julho, uma participação na controladora da Telecom Italia (TI), a Olimpia, em conjunto com bancos italianos. A TI controla a TIM. O presidente da Telefónica, César Alierta, disse à Reuters que espera para breve a anuência da Anatel sobre a participação na Olimpia.
A troca da Vivo pela TIM é o centro de conversas restritas em salas fechadas em Madri, mas em curto espaço de tempo serão estendidas a Lisboa. “Se a PT não quer vender os 50% da Vivo, que compre a metade da Telefónica”, disse a este jornal fonte ligada aos espanhóis.
A PT teria interesse em avaliar a proposta, se for concretizada, adianta um acionista da portuguesa, acrescentando que recursos não são empecilho. “Só queremos crescer no Brasil”, disse. A negociação pode agilizar o desempenho da Telefónica na disputa acirrada contra a arquiinimiga América Móvil, do mexicano Carlos Slim Helu.
A Vivo tem 35 milhões de clientes, incluindo a Telemig e a Amazônia, e a TIM tem 27,5 milhões. “Do ponto de vista concorrencial, não haveria problemas com o negócio”, diz o ex-conselheiro do Cade e consultor Arthur Barrinuevo Filho.