Operadora ficou com 20,7% da base de usuários de telefonia móvel do Brasil
Controle de custos e aumento de receitas fizeram a TIM reverter o prejuízo líquido sofrido há um ano para um lucro de R$ 22,5 milhões nos três meses encerrados em setembro. Em igual período de 2007, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 126,9 milhões.
A terceira maior operadora celular do Brasil, controlada pela Telecom Italia, fechou o terceiro trimestre com um aumento de 20,7% na base total de clientes na comparação anual, para 35,2 milhões de pessoas.
Apesar disso, a receita média por assinante permaneceu em R$ 29,7, estável frente ao terceiro trimestre de 2007 e praticamente em linha também na comparação com o segundo trimestre do ano.
Os clientes pós-pagos, que proporcionam maior rentabilidade, representaram 19,4% da base de usuários da companhia, acima da média de 18,8% dos rivais, segundo a TIM.
Controle de custos de subsídios de aparelhos e regras mais rígidas para desconexão de clientes fizeram a TIM ter uma queda de 17% no número de novos usuários adicionados à sua base em relação ao terceiro trimestre de 2007, para 1,4 milhão.
A TIM reduziu em 2,4% os custos totais de sua operação, para R$ 2,56 bilhões. A queda nos preços médios de aparelhos fez os custos com produtos vendidos, compostos principalmente por celulares e modems de acesso à internet, caírem 10,1%, para R$ 378 milhões.
Ainda em custos, as despesas da empresa com inadimplência recuaram de R$ 275 milhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 143 milhões, retornando “ao nível esperado (ou seja, 4,7% da receita líquida de serviços)”.
Além disso, o custo de aquisição de clientes recuou 14%, para R$ 110 nos três meses encerrados em setembro, diante de política mais centrada em rentabilidade.
Mais caixa, menos despesas
A geração de caixa da TIM medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 799,8 milhões, alta de 47,5% ante os R$ 542,1 milhões do terceiro trimestre de 2007.
A margem Ebitda da operadora ficou em 23,8%, ante 17,1% um ano antes.
Em termos de receita líquida, a companhia fechou o trimestre passado com R$ 3,36 bilhões, crescimento de 6,1%.
Serviços especiais crescem
O destaque ficou por conta do salto de 25,2% nas vendas de serviços de valor adicionado, como acesso à internet, que já somam 10% da receita bruta de serviços