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Tomtom One Brasil – básico, prático e barato

Há dois meses eu publiquei o teste do GPS Tomtom Go 920 , o qual me surpreendeu muito, muito mesmo, por ser tão cheio de recursos e mimos para seu usuário. Entre os comentários da coluna alguns leitores sugeriram que fosse feito teste com um modelo mais simples. Afinal o Go 920 é maravilhoso, mas […]

Publicado: 14/05/2026 às 13:01
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9 minutos
Tomtom One Brasil  –  básico, prático e barato
Construção civil — Foto: Reprodução

Há dois meses eu publiquei o teste do GPS Tomtom Go 920 , o qual me surpreendeu muito, muito mesmo, por ser tão cheio de recursos e mimos para seu usuário. Entre os comentários da coluna alguns leitores sugeriram que fosse feito teste com um modelo mais simples. Afinal o Go 920 é maravilhoso, mas tem um preço que nem todos podem pagar.

Em agosto participei do lançamento do Tomtom One Brasil, um GPS mais simples e especialmente adaptado ao mercado brasileiro. Mas devo fazer uma correção. Estes aparelhos não devem ser chamados de GPS e sim de PND, ou seja, “personal navigation device” (dispositivo de navegação pessoal). Segundo executivos da Tomtom, GPS é um aparelho com a capacidade de captar sinais dos satélites de posicionamento global e descobrir suas coordenadas. Um PND vai bem além disso, pois mostra no mapa onde a pessoa se encontra e elabora rotas, caminhos, passo a passo dirigindo o usuário ao seu destino. Não vou me acostumar facilmente à sigla PND, mas conceitualmente está corretíssima a observação da Tomtom.

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Por ter testado o 920 as comparações serão inevitáveis, embora cruel pois o ONE Brasil custa quase um quarto do preço de seu irmão mais crescido. As interfaces dos dois modelos são virtualmente idênticas, salvo as funcionalidades só existentes no 920. As dimensões do ONE chamam a atenção, pois é de fato apropriado para ser levado no bolso facilmente. Com ou sem sua base (que gruda no vidro do carro). Usei e abusei disso durante o teste. Ao invés de procurar lugar para ele na minha mochila, ele ia diretamente para o meu bolso (bem prático).

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Detalhando mais sobre o tamanho do ONE, sua tela tem 3.5 polegadas (O Go 920 tem tela de 4.3 polegadas). Além disso, o formato de seu visor é quadrado enquanto seu irmão mais velho é “wide screen” (mais largo). Como estava acostumado com o 920, inicialmente estranhei muito. Mas descobri que nestas dimensões a funcionalidade não é em nada prejudicada!! O que interessa são as instruções, os dados da “viagem” (distância, tempo estimado, etc.), e a próxima “manobra” (virar a direita, virar a esquerda, etc.). Veja na tela abaixo como se apresenta a interface do ONE.

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Para comprovar que ver com maior “largura” o mapa não é tão mais importante assim eu customizei a interface do ONE para ver os dados na lateral da tela. Isso cumpriu dois objetivos. Testar o aparelho com mapa mais estreito e conseguir ver mais dados da viagem pois o ONE é menor cabem menos informações na parte inferior da tela (ou as letras ficam pequenas). Dá para escolher individualmente o conjunto de informações exibidas. Eu configurei exatamente como mostrado na figura abaixo. Vejam as diferenças.

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• Tela de LCD colorida de 3.5 polegadas e alta qualidade, sensível ao toque, formato 4:3, QVGA, 320 x 240 pixels, 64.000 cores

• Tamanho: 92 x 78 x 25 mm

• Peso: 148 gramas

• Chipset GPS de alta sensibilidade

• Mapas pré-instalados na memória interna.

• Conectividade: mini-USB

• Bateria interna Lithium-ion (até 3 horas de operação)

• Compatibilidade: Windows e Mac OS X 10.3 e superiores

• Volume proporcional à velocidade do carro

• Alto falante otimizado para o sistema TomTom

• Suporte EasyPort™

• QuickGPSfix™

• Modo dia-noite automático

• Proteção por senha

• Compatibilidade com o TomTom HOME.

Retomando as comparações com o 920, que é obviamente um aparelho mais completo (Bluetooth, viva voz de celular, comando de iPod, mapas do Brasil, EUA e Europa, etc.). O ONE é perfeito para o bolso do brasileiro, nos dois sentidos. Cabe na calça de seu usuário e pelo seu preço sugerido de R$ 799,00 (quase um quarto do 920).

O fato prático é que pensando unicamente no apoio à navegação o ONE cumpre 100% do papel esperado. Não percebi nenhuma diferença funcional no dia a dia. Por ser o segundo aparelho quepude testar, acabei me concentrando em detalhes que podem ter passado desapercebidos no teste anterior. O fabricante recomenda o uso do PND (personal navigation device-difícil usar este outra designação) constantemente plugado no PC. O software TomTom HOME é mais que apenas algumas facilidades opcionais.Vou explicar melhor.

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Ao ser conectado no PC um conjunto de verificações é feita para buscar as atualizações necessárias ao produto. Além de acréscimo e correções dos mapas (feitas pela comunidade de usuários), o aparelho recebe também novos dados sobre localização de radares de trânsito, a propósito função bastante interessante. Ao se aproximar de um radar o aparelho emite um som de alerta, a distância até o radar e a velocidade máxima permitida. Mas na minha visão o mais importante é o QuickGpsFix. São gravadas no aparelho as informações sobre a localização dos satélites usados para os próximos sete dias. Assim ao ligar o aparelho como ele já sabe quais satélites estão mãos próximos. Assim o tempo para obter conexão e iniciar a operação é abreviado de forma sensível. No mesmo dia, antes e depois de fazer a atualização, consegui conexão em dois minutos na primeira vez e questão de segundos após ter feito a atualização da localização dos satélites.

Já tinha chamado a minha atenção o recurso de correção dos mapas, quando se encontra uma rua com mão de direção errada, bloqueada ou mesmo alteração da velocidade. O processo é simples, usando as telas do aparelho. Há espaço para melhorias, pois algumas telas suscitam dúvidas. Mas consegui fazer alguns ajustes em ruas perto de minha casa que mudaram recentemente.

Ao fazer o lote de atualizações usando o TomTom HOME, há formas seletivas para receber as atualizações. Pode-se escolher apenas aquelas homologada pela TomTom ou aquelas feitas por um grande número de usuários, por vários usuários ou qualquer atualização. É o tipo de produto que vai melhorando conforme a base de usuários cresce e vai trazendo mais informações sobre os mapas.

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Sua maior virtude, na minha opinião, é esta simplicidade. Mas ao mesmo tempo podemos perceber características associadas a um produto “de entrada”. O ONE não dispõe de “slot” para cartão de memória (tipo SD). Assim uma vez esgotada a memória interna do aparelho este precisa ser espertamente administrado para permitir expansões ou alterações. Usando o TomTom HOME dá para fazer backup de todo o conteúdo do aparelho : mapas (do Brasil), vozes, imagens de carro (usadas para ilustrar a navegação no mapa-dá para escolher uma figura do seu próprio carro a partir de uma biblioteca do produto). Assim se eu fosse viajar, por exemplo, para os Estado Unidos, se a memória estivesse cheia, teria que fazer o backup do mapa do Brasil, comprar o mapa do EUA (que não vem com o produto como no caso do 920-também por isso ele é mais caro) e instalá-lo no ONE.

Mas este é o pior cenário. Na prática dá para fazer coisas mais simples e sensatas. Pode não caber na memória do ONE o mapa completo dos EUA, junto com o mapa do Brasil. Mas a TomTom vende os mapas dos EUA e Europa em partes. Assim se eu fosse viajar para a costa oeste (Arizona, California, Oregon, Washington) pode ser comprado só esta parte do mapa, mais barato e menor, cabendo ambos no aparelho. Claro que seria bom ter o mapa completo dos EUA ou Europa, mas poder comprar sob demanda a parte que precisa é também uma alternativa interessante.

O ONE também tem seu mimo, só dele. Acompanha o produto uma superfície autocolante que pode ser aplicada no aparelho e permite que ele seja grudado em consoles de carros e não no vidro como o suporte padrão permite. Este pequeno aparato é uma exclusividade do ONE. Pelo menos até o dia que ele fora apresentado. É um acessório tão simples e tão barato que não duvido que em algum momento surja em outros modelos. Mas foi o ONE que inspirou e trouxe a solução para esta outra forma de uso do produto.

Não restou dúvida alguma para mim. O TomTom ONE é um produto que visa o aspecto do “custo-benefício”. Não dispõe da sofisticação e recursos adicionais que, por exemplo, tem o modelo 920. Mas para usuários pragmáticos, práticos e que não querem investir um grande valor em um dispositivo de navegação pessoal (PND), é uma excelente alternativa. Gostei muito de seu tamanho pequeno, caber no bolso da calça. Para mim a “telona” dos modelos maiores não fez falta pensado unicamente no serviço prestado de apoio a navegação, ou traduzindo de uma forma mais popular, “não deixar que eu me perca pelas ruas e estradas”. O uso rotineiro do aparelho conectado ao PC é essencial para que se tenha uma experiência de uso aprimorada. E repetindo algo que citei alhures no texto, “é o que cabe no meu bolso”, seja no tamanho ou na conta bancária, e não vou me perder da mesma forma!

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PS : o leitor voshi descobriu que no site americanas.com este PND está a venda por R$ 699 ou R$ 649 para quem tem o cartão de crédito da própria loja. Isso é um sinal de que o mercado está se ajustando e o preço pode se estabilizar abaixo do valor R$ 799 que é sugerido pelo fabricante.

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