Investimentos de R$ 200 mi em infraestrutura previstos até 2011 pela operadora contemplam também anel ótico de 400 km no interior paulista
2010 foi um ano para pavimentar o crescimento futuro da Transit Telecom. A operadora, nascida como “espelho” na época da expansão das telecomunicações no Brasil, construiu uma rede de fibra de 80 km na cidade de São Paulo. A infraestrutura garante a possibilidade de oferecer também última milha a clientes da capital paulista.
“Vamos pegar a base de clientes que atualmente se encontram em cima da rede de terceiros e migrar para própria”, revelou Alexandre Alves, CTO da operadora, detalhando que a infraestrutura começa a ser “acesa” em dezembro, com lançamento comercial dos serviços previsto para fevereiro ou março de 2011.
Em entrevista à InformationWeek Brasil, o executivo detalhou que a estrutura nasce preparada para atender à qualquer demanda de serviços (multiplay), sendo que internet e telefonia fixa compõem o portfólio de oferta inicial.
O movimento faz parte de um plano de investimento de R$ 200 milhões, diluídos entre 2009 e 2011, e contempla ainda um anel ótico de 400 km de fibra que interliga Campinas, Sorocaba, passando por Salto, Itu, Indaiatuba e Hortolândia e retorna por Jundiaí, Atibaia e São Paulo. O diretor afirmou que tal infraestrutura dará à operadora uma cobertura em 150 cidades do interior paulista.
Camada de serviço
“Foi um ano de investimento pesado”, resumiu Alves. A afirmação não se vincula apenas aos recursos aportados na ampliação da infraestrutura, mas, também, à absorção inorgânica de mais de uma dezena de empresas ao longo dos últimos 12 meses como esforço para incrementar a oferta de serviços ofertados.
De acordo com o CTO, hoje, são 18 empresas que integram esse universo. O executivo cita dentro dessa lista de empresas adquiridas provedores de etiquetas de radiofrequência (RFID) e quatro companhias de software.
“Funcionamos como uma espécie de fundo de investimento”, comparou, para explicar que as fusões vinculam-se ao fato de que foram absorvidas, em muitos casos, eram nascentes que agregariam funcionalidades consideradas estratégicas ao negócio da companhia.
Alves citou como exemplo disso – somado a ampliação do backbone próprio – o interesse em prover soluções completas de TI e telecom, operacionalizando sua estratégia de Telco 2.0. Muito conectado ao conceito, o executivo cita parcerias com empresas do ramo imobiliário para que a operadora trabalhe como integradora na oferta de apartamentos inteligentes na cidade de São Paulo.
Atualmente, a Transit atua em aproximadamente 300 cidades brasileiras, sendo que a última milha, em grande parte, é contratada de outras telcos. A operadora soma uma base de mais de 400 mil clientes residenciais e corporativos. Em 2009, a companhia obteve R$ 214 milhões em faturamento.