Pesquisa do The Economist indica que 73% dos entrevistados brasileiros acreditam em treinamento interno para superar dificuldades de recrutamento.
Uma pesquisa realizada pela unidade de inteligência do The Economist, com o patrocínio da SAP, indica que 73% dos entrevistados no Brasil apostam em recrutamento e treinamento interno como ação mais eficiente para superar dificuldades de recrutamento (leia a matéria o futuro da TI em xeque). Em segundo lugar está a oferta de melhores salários e benefícios, com 64% das respostas.
Em outros países do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a dificuldade em atender a expectativa salarial dos candidados é apontada como o principal fator que dificulta o recrutamento de pessoal. “Eles conseguem encontrar pessoas, mas não podem pagar pelo trabalho delas”, diz Claus Heinrich, membro do board mundial da SAP e responsável mundial pela área de RH da companhia.
No Brasil, por outro lado, a principal queixa é uma formação acadêmica que oferece habilidades diferentes daquelas que a indústria precisa. Essa foi a opção escolhida por 57% dos entrevistados, seguida pela dificuldade de atingir as expectativas salariais dos candidados, com 47% das opiniões.
Segundo a pesquisa, conhecimento técnico em TI é considerado importante para o sucesso das corporações. No entanto, habilidades como capacidade de gerenciar mudanças e de pensar estrategicamente são apontadas como as que guiarão os negócios nos próximos três anos (conheça nove habilidades não-técnicas que você deve ter). E profissionais que aliam essas características são os mais difíceis de encontrar. “Você precisa saber o que fazer com TI”, afirma Heinrich.
A aposta de 45% dos entrevistados de mercados emergentes é que a retenção e o recrutamento de talentos no mercado doméstico serão mais difíceis nos próximos três anos. Outros 43% acham que essa tarefa será significantemente mais difícil. Especificamente no Brasil, 41% dos entrevistados acreditam que este desafio se tornará levemente mais difícil nesse período.
O estudo foi realizado com 944 executivos entre fevereiro e março de 2008, dos quais 357 estão em países do BRIC. Os participantes dos mercados emergentes têm um perfil sênior – 40% são executivos de nível C, como CEOs, CFOs e CIOs que atuam em diversas indústrias.