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Trivago

Trivago enganou usuários para lucrar com anúncios, afirma tribunal australiano

Em decisão divulgada nesta semana por um tribunal da Austrália declarou como culpado o site alemão Trivago, por apresentar propaganda enganosa aos consumidores em seu site e nos anúncios divulgações na televisão durante 2018.  O processo foi movido pela missão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC, em inglês), sob o argumento de que, quando o […]

Publicado: 12/05/2026 às 10:54
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Construção civil — Foto: Reprodução

Em decisão divulgada nesta semana por um tribunal da Austrália declarou como culpado o site alemão Trivago, por apresentar propaganda enganosa aos consumidores em seu site e nos anúncios divulgações na televisão durante 2018. 

O processo foi movido pela missão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC, em inglês), sob o argumento de que, quando o usuário gerava uma busca dentro da plataforma, os primeiros resultados não eram necessariamente os melhores, mas sim anúncios patrocinados por empresas que pagavam ao Trivago para utilizar o espaço. 

O Trivago também foi acusado de “inflar” os preços dos quartos. Nos anúncios, o site mostra um valor mais alto, riscado em vermelho, com outro mais barato em verde, que seria o preço pago por diária. Só que essa tática apenas dá a impressão de desconto: na verdade, o site comparava o preço de uma acomodação premium com a de um quarto padrão. 

De acordo com especialistas, a empresa alemã será multada em até US$ 10 milhões por violação ou 10% do total de volume de negócios gerados do país, dependendo de qual multa gerar o valor mais alto. 

Stephanie Lowenthal, chefe de Comunicações do Trivago, informou que a empresa analisará “novas orientações” dadas pelo tribunal sobre como os resultados dos sites de comparação de preços devem ser exibidos na Austrália 

“Estamos trabalhando para entender rapidamente as implicações desta decisão no design do nosso site e seu impacto geral no setor de viagens australiano e na maneira como os sites devem ser projetados na Austrália”, disse Lowenthal. 

A condenação pode ter impactos significativos dentro de sites que trabalham com agendamento de viagens, já que o modelo de monetização priorizando anúncios em detrimento de resultados orgânicos não é algo incomum. Segundo o The Australian, empresas do ramo já estariam pensando em modelos de negócio alternativos. 

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