Cansado dos problemas das impressoras jato de tinta, que devido a pouca necessidade de impressão que temos viviam entupidas, comprei uma multifuncional laser da Samsung há cerca de 2 anos, a famosa SCX-4200. Uma impressora monocromática de ótimas características e preço bastante acessível. O toner que acompanha o produto é uma versão reduzida, com estimativa […]
Cansado dos problemas das impressoras jato de tinta, que devido a pouca necessidade de impressão que temos viviam entupidas, comprei uma multifuncional laser da Samsung há cerca de 2 anos, a famosa SCX-4200. Uma impressora monocromática de ótimas características e preço bastante acessível. O toner que acompanha o produto é uma versão reduzida, com estimativa para 1000 páginas impressas, e finalmente acabou. Comecei a pesquisar aos opções de troca na semana passada, e encontrei umas coisas bem interessantes.
Não sou usuário de toners ou cartuchos remanufaturados, sempre utilizei consumíveis originais em minhas impressoras e com essa Samsung não seria diferente. Porém encontrei inúmeras referências a produtos “compatíveis” e kits de refil, a maioria deles com grande aprovação por parte dos usuários nos mais diversos fóruns, e isso me deixou intrigado. Será que realmente vale à pena?

Outra coisa me chamou a atenção: era bastante difícil encontrar o cartucho original a venda, e quando o achava, seu preço variava quase 100%, entre 200 e 400 reais dependendo da loja. Os compatíveis custavam em média 140 reais e, na maioria dos casos as lojas online não deixavam totalmente claro se o produto era original ou “compatível”. O texto descritivo geralmente era o próprio partnumber original SCX-D4200A complementado pela frase “cartucho compatível com Samsung SCX-4200”. Ora, essa descrição deixa várias dúvidas afinal o SCX-D4200A é o código do produto original e ele de fato é compatível com a SCX-4200 no sentido que não é compatível com nenhuma outra impressora laser da Samsung além desta.
Confuso com as informações, acabei comprando sem querer um produto “compatível” ao invés do original, mas bastou uma troca de emails com a loja que prontamente me foi oferecido a troca pelo produto original Samsung, que no final das contas acabou ficando por 195 reais, fora o frete (sedex). A substituição foi simples e rápida, e a primeira folha impressa saiu absolutamente perfeita, tal como estava antes com o toner original no seu fim. Ótimo, pois se levei quase 2 anos para consumir 1000 folhas, o novo cartucho original com carga para 3000 páginas vai durar pelo menos uns 5 anos.

Mas durante as minhas pesquisas encontrei um “refil” muito interessante, ao preço de 25,90 reais contendo 80 gramas do pó (toner) e um chip de reposição que precisa ser trocado. Encontrei também no Youtube um vídeo mostrando como desmontar o cartucho para usar o refil, e me pareceu bastante simples. Como o preço era baixo, coisa de 50 reais com o sedex, resolvi arriscar a manobra com o meu cartucho vazio original, o tal de 1000 páginas que já estava no final de sua vida.

Para desmontar o cartucho é muito simples: forre uma mesa com jornal ou plástico, use luvas para não sujar as mãos e se possível um protetor na boca e no nariz para evitar a aspiração do pó. Todos os parafusos aparentes são de fácil acesso e há 4 travas de plástico, duas na frente e duas atrás do cartucho que precisam estar livres. Uma das laterais (a da direita, olhando para a parte superior do cartucho) deve ser removida e nela há uma pequena trava, difícil de achar, mas fora isso nenhuma dificuldade.
Com o cartucho aberto, pega-se o tal pote com 80g de pó e o derrama dentro do reservatório apropriado. Aqui eu cometi meus primeiros erros: ainda havia um pouco de pó original, portanto não caberia todo o refil de 80g no pequeno espaço, algo que só descobri depois de fazer uma bela lambança na mesa. Outra coisa importante, o pó é de difícil manuseio pois é leve, fino, e tende a se espalhar com muita facilidade. Eu deveria ter isolado com papel só a área onde receberia o pó, de forma a evitar que outras áreas fossem contaminadas por ele enquanto eu derramava o pote. Apesar disso, e da sujeira, consegui remontar o toner com o auxilio de um pincel que removeu os excessos das partes mais criticas. Com um pouco de pratica dá pra fazer um serviço bem mais limpo.
Para testar, removi o cartucho original que tinha acabado de comprar e recoloquei o que eu tinha reabastecido. A impressora reconheceu o toner novo, a 100% da sua capacidade, fez um processo de limpeza rápido e em seguida imprimi uma página de testes para avaliar sua funcionalidade. Ficou bom, mas não ficou perfeito. A página impressa apresentou uns poucos pontos de sujeira e umas marcas pretas nas bordas, talvez pelo fato de eu não ter feito um serviço realmente “limpo” na hora de abastecer. Mas de fato funcionou e se a minha impressora estivesse no final de sua vida útil eu certamente teria usado esse cartucho recarregado através do refil. Como eu tinha um novo original em mãos, voltei com ele para a impressora e quando este estiver acabando, lá por 2013, vou colocar o tal “recarregado” que nesse momento repousa na embalagem original do outro, lacrado e bem vedado.
O uso de um toner não original pode ocasionar outros prejuízos, como o empedramento no rolo do fusor devido a diferentes características térmicas, ou problemas com a limpeza da página, já que os raspadores já estão em idade avançada. Já vi fotos internas de impressoras de grande demanda completamente destruídas devido a carbonização de toner fora das especificações, bem como vitimas de vazamentos de pó do cartucho mal fechado (ou mal colado, no caso daqueles que precisam ser “quebrados” para recarregar. Por isso, não recomendo tal uso a não ser naqueles casos onde o usuário aceite o risco de perder a impressora ou não se preocupe com borrões ou falhas nas impressões. Mas no meu caso, que imprimo pouco e o tal cartucho recarregado representará apenas uma extensão na vida útil da impressora após 2013, eu acho que valeu a pena.