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Turbinando meu Wi-Fi!!

Quando as redes sem fio surgiram era uma tecnologia cara e ainda despertava muitas suspeitas. “Será que funciona mesmo?”. Eu adotei muito cedo esta tecnologia. Era o ano de 2000 ou 2001 e lembro-me ter pago quase US$ 500 (em épocas que a cotação do dólar era pelo menos R$ 2,60 ou mais) por um […]

Publicado: 13/05/2026 às 21:37
Leitura
10 minutos
Turbinando meu Wi-Fi!!
Construção civil — Foto: Reprodução

Quando as redes sem fio surgiram era uma tecnologia cara e ainda despertava muitas suspeitas. “Será que funciona mesmo?”. Eu adotei muito cedo esta tecnologia. Era o ano de 2000 ou 2001 e lembro-me ter pago quase US$ 500 (em épocas que a cotação do dólar era pelo menos R$ 2,60 ou mais) por um Access Point e uma placa PCMCIA para meu notebook. Segurança? Ninguém pensava nisso. Instalei meu sistema absolutamente aberto e sem a menor preocupação. Afinal NINGUÉM usava aquilo ainda, para que esta preocupação? A velocidade nominal de 11 Mb/s do padrão 802.11b era mais que suficiente pois minha ambição máxima era navegar na Internet em qualquer ponto do apartamento, imprimir alguma coisa remotamente (parecia mágica!) e no máximo abrir arquivos não muito pesados. E assim aconteceu. Paguei caro, bem caro mas confesso ter ficado feliz e com as expectativas daquele momento atendidas.

O “causo”

Antes de continuar, um pequeno caso (não podia deixar de ser, né?). Meu vizinho, dentista, é um amante de tecnologia e de informática. Um tempo depois de eu já ter minha rede sem fio, ele me contou que tinha contratado alguém para instalar uma para ele no final de semana. Porém ele era muito ansioso e por sua própria conta instalou a placa PCMCIA em seu notebook e ficou tremendamente surpreso ao ver que seu PC já estava navegando perfeitamente, mesmo sem que instalasse seu Access Point. Ele não entendia muito do assunto e por isso pensou que “tinha comprado coisas a mais. Só a placa PCMCIA bastava!!”. Quando a pessoa contratada veio para instalar tudo ele comentou que não precisava, já estava tudo funcionando, “ótima essa plaquinha!”. Óbvio que o profissional explicou para ele que o sinal que ele estava pegando era de outra pessoa, não tinha outro jeito. Claro, era o MEU SINAL. Isso ilustra como era incompreendida a tecnologia e ainda é por muitas pessoas. Vários amigos já me disseram que querem usar rede sem fio pois querem poder usar Internet em qualquer lugar até no carro. Confudem Wi-FI com GPRS ou outras tecnologias que permitem acesso a Internet via celular ou coisas parecidas… E no futuro via WiMax, mas isso já é outra coisa.

Mesmo depois do caso com meu vizinho eu ainda mantive minha rede “aberta” pois seríamos só nós dois por muito tempo usando este recurso. E eu tinha um pouco dessa visão “poética” que rede sem fio tinha quer ser aberta. Hoje em dia não. Em meu prédio há mais de 12 sinais nas proximidades que consigo detectar. Hoje em dia minha rede permanece “aberta” mas com filtro de MAC Address (que vincula as placas rede de forma física ao Access Point-só aquelas placas conseguem comunicação). No meu caso, como são poucos pontos a forma mais simples e segura.

Mas o tempo passou e as necessidades evoluíram. Com a troca do notebook ingressei na era Centrino e Wi-Fi passou a ser recurso nativo no equipamento e já suportando o padrão 802.11g, que tem velocidade nominal de 54 Mb/s. Troquei meu Access Point por um “G” também. Senti uma razoável diferença, mas nunca tinha me preocupado em medir velocidades ou aferir estas taxas de transmissão que são divulgadas. Tinha um bom serviço, a rede cumprindo bem o seu papel, mesmo no acesso a arquivos mais pesados.

O teste : tubinanando meu Wi-fi

Esta introdução ficou um pouco grande, mas situou bem o contexto do que aconteceu a seguir. Tive por parte da NETGEAR do Brasil a oferta para testar uma das versões de seu equipamento de rede sem fio. Um Roteador-Access Point (Range Max WPN 824) e seu “par”, um adaptador Wi-Fi USB (WPN 111). Estes dois equipamentos têm particularidades interessantes. Operam no padrão 802.11g (54 Mb/s) mas dispõem de uma extensão do padrão, (proprietária ), por isso que pedi o par (Access Point e USB), que trabalham no dobro da velocidade (108 Mb/s). Além disso, proclamam alcance 10x ,ou seja, atingem uma área de abrangência muito maior. Fiquei entusiasmado. Dobro da velocidade e área de alcance tão maior! Precisava mesmo ver isso com meus olhos. O Roteador usa um sistema de múltiplas antenas que fica constantemente procurando o melhor sinal para se ajustar, muito interessante.

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Foi a primeira vez que entrei bem a fundo neste assunto. Testei os equipamentos de forma comparativa com a minha estrutura atual. Meu Wi-Fi é o “velho de guerra” Linksys WRT54G e meu notebook usa a solução nativa da Intel Centrino (também 802.11g). Montando os dois roteadores na mesma rede para fazer testes comparativos foi o mais natural, tanto para o alcance como para comparar as velocidades.

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Tive o cuidado de testar TODAS as combinações possíveis : Wi-Fi Intel (nativo do notebook) com LINKSYS e com NETGEAR, forçando 11 Mb/s e 54 Mb/s. NETGEAR x NETGEAR (em 11 Mb/s, 54 Mb/s e 108 Mb/s), NETGEARcom Intel (notebook), etc. Enfim todas as possibilidades de interconexão e velocidades foram testadas. A metodologia de testes se baseou em um antigo programa que uso para medir taxas de transferência de discos rígidos (só que acessando via rede) com dois tipos de arquivos. Um arquivo compactado (ZIP) de 86 Mbytes e outro arquivo TXT de 200 Mbytes. Usei estes dois tipos diferentes porque estudando as especificações da solução da NETGEAR entendi que havia no protocolo proprietário (que opera a 108 Mb/s) um mecanismo de compressão de dados implícito, que deveria “turbinar” ainda mais as conexões.

Antes dos resultados em detalhes quer tecer alguns comentários que julgo importantes. Já sabia, mas agora isso ficou confirmadíssimo para mim que as velocidades nominais (11, 54 e 108) JAMAIS são atingidas. Para melhorar ainda mais a comparação introduzi as velocidades medidas na rede cabeada (Ethernet 100 Mb/s).

A tabela “bruta” com os dados obtidos nos testes está exibida abaixo. Observe-a com atenção pois será objeto de várias discussões a seguir. O primeiro conjunto de valores foi obtido usando o arquivo ZIP de 86 Mbytes e o segundo conjunto de valores foi obtido usando o arquivo TXT de 200 Mbytes.

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Ao analisar esta tabela aprendi coisas incríveis. A velocidade REAL da rede de 11 Mb/s (802.11b) é de fato bem próxima à velocidade medida. Por outro lado, pelo menos nos equipamentos testados, o padrão 802.11g, que teria uma velocidade de 54 Mb/s, ficou LONGE desta velocidade (cerca de 20 Mb/s). Só para deixar claro, neste teste quis obter o MÁXIMO de velocidade e por isso os aparelhos ficaram a 50 cm no máximo dos Access Points. De forma análoga a velocidade 108 Mb/s também não foi nem de perto atingida (cerca de 40 Mb/s).

Isso tem uma certa justificativa. O valor divulgado, 54 ou 108, são “brutos”, ou seja, para conseguir enviar dados sem fio um protocolo complicadíssimo e “pesado” (em termos de pacotes com outros pacotes dentro) com recursos de retransmissão e CRC na camada de enlace (que não existe na conexão Ethernet), etc. Comparativamente, a transmissão dos arquivos via Ethernet (100 Mb/s) se deu a 80 Mb/s aproximadamente.

Essa observação à parte algumas outras evidências importantes : o fato e usar arquivo TXT (texto puro) e não uma massa de dados compactada (ZIP), NÃO trouxe ganho na velocidade em 108 Mb/s que segundo a especificação da Netgear herdaria um benefício de compressão de dados “on the fly”.

Este foi o lado “frio” da análise. Agora preciso passar o lado SUBJETIVO do teste. Eu adorei a diferença de desempenho entre a rede 11, 54 e 108 Mb/s! Tem um dado que o teste de transferência pura não reflete. Uso com muita freqüência uma planilha Excel beeeeeeeeeem grande, mais de 10 Mbytes. Um ciclo de “abrir e salvar” na rede 108 Mb leva o “mesmo tempo” que pela rede Ethernet(100 Mb/s). Na prática o usuário não perceberá a diferença entre um caso e outro, diferentemente de quando ele usa 11 ou 54 Mb/s.

Em ralação ao ALCANCE a NETGEAR fala em alcance 10X na especificação do produto (desde que usados ambos Range Max-Access Point e USB Wi-Fi). Este “10x” tem que ser bem compreendido. JAMAIS seria distância. Se pensar em área de abrangência significaria uma área cujo raio é de 2 a 3 vezes maior. Mas fiz um teste MAIS PRÁTICO. Quando consegui ativar o recurso RANGE MAX (mais detalhes abaixo), consegui superar pelo menos MAIS 3 PAREDES quando comparado com a conexão sem Range Max. Não tinha um local livre e desimpedido para o teste para ver a distância máxima total. Mas o fato de obter alcance até três salas adiante é um diferencial muito interessante (mais 3 paredes cruzadas).

Tive um contratempo no teste que preciso relatar. Curioso, engraçado e IMPORTANTE. Na hora de instalar o driver do adaptador USB Netgear em certo momento ele pergunta o PAÍS. Não tinha Brasil e por isso escolhi SOUTH AMERICA. Por causa disso (descobri depois) eu só obtinha conexões a 11 Mb/s!! Baixei a última versão do driver do site e resolvi testar com o país UNITED STATES (reinstalei o driver) e consegui conexões a 54 Mb/s. Em função do país há certas lei no uso das freqüências que habilitam ou impedem certas velocidades. Um driver com a opção BRASIL, que corrige isso está a caminho segundo a Netgear do Brasil. Mas ainda assim não obtinha conexões a 108 Mb/s nem o recurso RangeMax ativado. Fui mais esperto e entrei direto na configuração do Roteador e … BINGO, mudei também o país para UNITED STATES e TUDO deu certo. Foi só depois deste fato que fiz os testes e montei a tabela acima.

Minha conclusão é que a conexão ficou extremamente mais ROBUSTA, com alcance comprovadamente maior e com uma velocidade que me fez esquecer que estava sem cabo de rede em meu notebook. Se de um lado a velocidade nominal obtida não chegou perto de 108 Mb/s, o que vale, que foi a sensação, a experiência de uso, foi excelente. A Netgear, bem como vários outros fabricantes estão colocando no mercado produtos MIMO que seguem o padrão 802.11n (ainda não é a versão final – mas quase) que têm taxas nominais de 200 a 300 Mb/s. Estou ansioso para repetir estes mesmos testes e contar para vocês os resultados.

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