ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
bots
IA
inteligência artificial
Twilio

Twilio mira hiperpersonalização e novos canais como RCS

A Twilio, gigante global de comunicação digital nascida no Vale do Silício, nos Estados Unidos, acaba de completar seis anos de operação no Brasil com ambições bem definidas: acelerar a expansão regional, ampliar a verticalização e dobrar o tamanho da operação local no curto prazo. A estratégia foi detalhada por Tamaris Parreira, country director da […]

Publicado: 10/03/2026 às 00:14
Leitura
6 minutos
Tamaris Parreira, country director da Twilio no País, e José Eduardo Ferreira, vice-presidente regional de vendas da Twilio para a América Latina. Fotos: Divulgação
Construção civil — Foto: Reprodução

A Twilio, gigante global de comunicação digital nascida no Vale do Silício, nos Estados Unidos, acaba de completar seis anos de operação no Brasil com ambições bem definidas: acelerar a expansão regional, ampliar a verticalização e dobrar o tamanho da operação local no curto prazo. A estratégia foi detalhada por Tamaris Parreira, country director da empresa no País, e José Eduardo Ferreira, vice-presidente regional de vendas da Twilio para a América Latina, em entrevista ao IT Forum.

A empresa chegou ao Brasil mirando inicialmente clientes de alta complexidade e alto volume de comunicação, como Nubank, Mercado Livre, Creditas, Stone e Dasa. “O Brasil é um país extremamente estratégico, jovem e com enorme capacidade de adoção. É o segundo país do mundo em uso e receita via WhatsApp. Esse cenário faz daqui um laboratório vivo”, diz Tamaris.

O plano de crescimento na América Latina ganhou velocidade após a expansão de parcerias e do modelo ASB (tech partners), que conecta startups e plataformas regionais ao motor de comunicação da Twilio. Globalmente, essa estratégia respondeu por cerca de US$ 1,5 bilhão em receita adicional em um ciclo recente e, na América Latina, foi executada em dez meses, menos da metade do tempo previsto. “A demanda era muito maior do que o esperado”, afirma Tamaris.

A empresa já soma 6,5 mil clientes no Brasil, com margem ampla para expansão. O Brasil, junto com México e Europa, forma hoje o eixo de crescimento internacional que puxa o desempenho global da companhia, que registrou avanço de 15% no último trimestre, desempenho considerado expressivo no cenário atual. “Nosso foco é ampliar casos de referência por vertical e acelerar a máquina de vendas. O Brasil é um continente, só aqui já existe espaço para dobrar a operação”, diz Ferreira.

Hiperpersonalização, integração e guerra dos bots

A Twilio nasceu com uma proposta técnica voltada a desenvolvedores, com APIs abertas e alto grau de flexibilidade. Mas o movimento atual da companhia, segundo os executivos, é levar essa capacidade para o mundo dos negócios, com foco na hiperpersonalização e na orquestração inteligente de canais. “Não empurramos tecnologia. Abrimos a caixa para construir junto. Não é adaptar o cliente à ferramenta; é trazer o processo dele para dentro da plataforma”, explica Ferreira.

Segundo Tamaris, esse diferencial foi determinante para escalar jornadas complexas, como a do Nubank, que precisava manter o mínimo de contato humano possível sem perder relação com a marca, uma equação que depende de dados, automação e consistência. A Twilio passou a adotar bots orquestrados, capazes de acionar diferentes inteligências artificiais (IAs) no momento exato, evitando o ruído causado por múltiplos bots competindo pelo mesmo fluxo. “Hoje existe uma guerra de bots. A Twilio criou uma camada que organiza e educa esses bots, garantindo coerência e evitando conflito de informação”, afirma a executiva.

A empresa mantém parceria global com a OpenAI, mas o modelo permite que clientes utilizem inteligências ou engines de IA próprias, reforçando a abertura arquitetural da plataforma. “Nosso papel é orquestrar. O cliente traz o que quiser: o bot dele, a IA dele, o processo dele. A escala vem da combinação”, revela Ferreira.

A lógica também se aplica aos canais. A Twilio quer sair do modelo de mensageria como commodity, dominado por preços flutuantes e concorrência intensa, e migrar para experiências completas, desenhadas canal a canal, considerando custo, conversão e contexto.

Em um país em que 85% dos aparelhos são Android, e mais de 60% têm falta de espaço para novos apps, a chegada do Rich Communication Services (RCS) se torna estratégica. “O RCS já ultrapassou 1 bilhão de mensagens no Brasil. Ele vem do sistema operacional, não exige instalar um app, e permite logo, verificação, botões e conversacional direto na caixa de mensagens”, explica Tamaris.

O Brasil é um dos mercados em que a adoção tende a ser mais rápida, impulsionado pela falta de memória nos aparelhos e pela necessidade de canais nativos, especialmente para varejo, bancos e serviços de entrega. “A beleza do RCS é que ele traz segurança e usabilidade sem exigir nada do usuário. Ele deve crescer muito em 2026”, contabiliza Ferreira.

Verticalização e comunicação

A verticalização é uma das principais apostas da Twilio para os próximos ciclos. A empresa quer aprofundar ofertas em setores como finanças, varejo, saúde e logística, ampliando casos de referência e explorando frentes como voz IP para entregadores, prevenção a fraudes, autenticação e jornadas completas de cliente. Em um cenário em que golpes de “falsa transportadora” e fraudes por WhatsApp crescem, a comunicação segura se tornou diferencial crítico.

Segundo os executivos, as grandes marcas brasileiras, do Itaú ao Mercado Livre, já entenderam que comunicação não é canal, mas pilar estratégico de valor. “É isso que explica como um banco tão jovem se tornou a quarta marca mais valiosa do País. Comunicação, jornada, dados e sinais são o coração da marca”, afirma Tamaris.

A Twilio também ampliou sua estrutura local com reforço das áreas de estratégia, novos negócios e parcerias, além de manter hubs de engenharia importantes em São Paulo e Colômbia, onde já são mais de 500 profissionais, segundo dados públicos de LinkedIn mencionados pela executiva. O programa global de parcerias, relançado em março, deve atrair empresas que buscam ecossistemas mais ágeis e menos engessados que os de grandes provedores tradicionais.

“Nosso papel agora é manter o Brasil no benchmark global: levar cases, mostrar inovação e sustentar o ritmo de expansão”, diz Tamaris. “A América Latina está puxando o crescimento mundial da Twilio e o Brasil é o centro dessa curva.”

Em um mercado de comunicação cada vez mais fragmentado, a disputa deixa de ser por volume de mensagens e passa a ser por relevância, personalização e orquestração. A Twilio aposta que esse será o diferencial das empresas que sobreviverão à próxima fase do digital.

“Não é mais sobre disparar mensagens. É sobre entender o cliente, no canal certo, com o custo certo e na hora certa. Esse é o jogo e é aqui no Brasil que ele acontece primeiro”, finaliza Tamaris.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Notícias relacionadas