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Um engenheiro industrial na TI

Graduado, mestre e professor de engenharia industrial, Ronaldo Ribeiro atuou 24 anos nesse setor, 16 deles na Cenibra, produtora de celulose. Até que em 2011 veio o convite para liderar a área de Tecnologia da Informação da empresa. O caminho a partir daí, portanto, era se aproximar da TI o mais rápido possível. “Retornei ao […]

Publicado: 25/05/2026 às 15:37
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Construção civil — Foto: Reprodução

Graduado, mestre e professor de engenharia industrial, Ronaldo Ribeiro atuou 24 anos nesse setor, 16 deles na Cenibra, produtora de celulose. Até que em 2011 veio o convite para liderar a área de Tecnologia da Informação da empresa. O caminho a partir daí, portanto, era se aproximar da TI o mais rápido possível.

“Retornei ao meio acadêmico para me especializar. Foi altamente gratificante, pois a área de TI é muito diversificada e com enorme potencial de aprendizagem. Tenho estudado bastante e estou motivado com tudo que está acontecendo no segmento de tecnologia da informação”, afirma.

O grande desafio, recorda, foi o de desligar o chip de engenheiro e ligar o de gestão de negócios. Pensar diferente em vez de calcular coisas, usar o ser humano para produzir inovação e resultados.

Ribeiro define-se como um ‘alucinado por inovação’ e a proximidade com a TI fortaleceu essa paixão, que se reverteu em vários projetos de sucesso para a Cenibra. Sua atuação, inclusive, o rendeu 19 prêmios nacionais, alguns deles no Executivo de TI do Ano, da IT Mídia, além de ter conquistado o posto de finalista em As 100+ Inovadoras no Uso de TI.

Em um dos prêmios mais recentes da IT Mídia, inclusive, o destaque foi para a atuação em um projeto batizado de “Transformação digital nos processos de medições de serviços de manutenção”. A iniciativa teve como objetivo automatizar a rotina dos fiscais responsáveis por acompanhar as inúmeras obras de construção civil que acontecem no dia a dia da empresa.

“Antes, os fiscais tinham de ir até o local das obras com uma prancheta para acompanhar o trabalho dos fornecedores. Lá eles verificavam o andamento da obra para que pudessem calcular o valor de pagamento a ser feito para os empreiteiros naquele período”, diz.

Foco nas pessoas

Ribeiro revela que, para ele, a era 5.0, que coloca o humano no centro das suas ações, já chegou. Internamente, a empresa busca sempre manter pessoas motivadas. Em 2018, esse esforço foi reconhecido e em pesquisa interna e TI foi a que teve alta pontuação em satisfação.

Com quase 50 talentos sob sua gestão, entre funcionários e terceiros, Ribeiro procura manter a proximidade com seu time em ações formais, como café da manhã para discutir sobre tecnologia, e informais, como bate-papos. “Falamos muito sobre tecnologia, mas em como ela pode beneficiar nossos clientes e nossa operação. Precisamos deixar as pessoas no mesmo patamar de conhecimento de tecnologia, para que elas abram a mente e sejam mais flexíveis”, observa ele, que se define como colaborativo e com olhar voltado para as pessoas.

Para ele, essa é uma das características do perfil do CIO do amanhã, que deve sair da cadeira e ir ao mercado em busca de inovação. “O futuro do CIO é se aproximar da execução é ir para o cenário transformacional”, comentou, completando que o líder da TI precisa estar mais próximo do CEO, o que gera uma mudança de mentalidade grande.

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