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Um por todos e todos por TI

Em artigo, Gilmar Tamanini fala sobre importância do departamento na gestão

Publicado: 24/05/2026 às 08:22
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4 minutos
Um por todos e todos por TI
Construção civil — Foto: Reprodução

Quanto o assunto é negócio a conversa invariavelmente tenderá para temas como crescimento, investimento, redução de custos e riscos de segurança, eficiência operacional, credibilidade, valorização da marca, enfim, como tudo isso pode melhorar os resultados do negócio?

De um lado sempre existirá alguém propondo a mudança, seja para inovar ou trazer mais inteligência, eficiência e resultados para os negócios ou simplesmente para atender as exigências obrigatórias de cada setor. Do outro lado, alguém precisa aprovar, além de encontrar evidências de que a proposta esteja aderente com a estratégia do negócio e agregue valor que poderá gerar bons resultados. Entre estes dois está a TI e, neste momento, enquanto você lê este artigo, alguém está desempenhando estes papéis e, com toda certeza, um novo projeto de TI está nascendo.

A importância dos gestores de TI nos negócios contemporâneos não lhes permite mais participar discretamente da gestão corporativa. O volume de transações e informações geradas, o número cada vez maior de usuários internos e clientes envolvidos, a intolerância à falha e indisponibilidade dos produtos e serviços demandam excelência na definição e condução dos projetos pelos gestores de TI que apoiarão ou, por que não dizer, tornarão realidade os objetivos da organização.

A tarefa é árdua e qualquer vacilo poderá, e isto é quase uma certeza, fazer recair sobre os ombros da TI e seus gestores o peso do insucesso das iniciativas que apresentem baixos resultados ou simplesmente não agradem todos os stakeholders envolvidos. Na primeira fila apresentam-se os acionistas representados pelo board de diretores do nível estratégico e logo a seguir, no nível tático, temos analistas ou consultores de negócio e gerência intermediária inseparavelmente acompanhada pelo nível operacional onde gravitam os usuários finais.

Ciranda de gestores de TI? Normal. Está difícil encontrar gestores nesta área que consigam gerenciar o orçamento sem serem exatamente donos da verba e que se comprometam a gastar somente o valor entregue. Também não é fácil administrar projetos cuja certeza da mudança é um fato, pois a clareza dos requisitos só se alcança conforme o trabalho avança, passando da abstração para a materialização das soluções. Intermediar, contudo sem bloquear os usuários finais, atuando como facilitadores e atentos a realizar as necessidades que podem melhorar os resultados sem sucumbir às vontades deste grupo quando estão desalinhadas da estratégia do negócio. Facilitar e intermediar sem isolar usuários internos de fornecedores de soluções, mas ao contrário construir uma aproximação que permita potencializar as ideias e maximizar os resultados tendo como combustível uma sinergia que de tão forte possa garantir a harmonia e a convivência entre stakeholders com interesses e objetivos por vezes bastante diferentes.

Os gestores de TI precisam investir e abusar de business case sempre que possível para mitigar quaisquer riscos e apontar claramente os objetivos e benefícios de cada projeto. Estudar e adotar modelos de gestão modernos com diretrizes sólidas de governança. Desenvolver e manter fornecedores que combinem com os valores da organização sem se preocupar tanto em gastar cada vez menos, mas em otimizar o orçamento, em soluções essenciais que viabilizem a geração de resultados e estejam alinhadas com a estratégia do negócio.

Orçamento para projeto sempre existirá. Necessidade de soluções de tecnologia também. E tecnologia não falta, pois estamos cada vez mais bem servidos tanto em hardware quanto em software. O que falta mesmo é mão de obra, e para quem pensou até agora que o maior entrave para o setor da tecnologia da informação é a oferta de mão de obra especializada para produção eu convido a pensar novamente. Considere que a oferta de profissionais para gestão também precisa de mais atenção principalmente pelo perfil híbrido desejado por toda organização que procura gestores altamente capazes e especializados, se possível com alguma herança técnica, que entendam o negócio e saibam desenvolver bons relacionamentos e resultados trabalhando com usuários e fornecedores.

*Gilmar Tamanini é CEO da Teclógica

**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação

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