Existem produtos que surpreendem pela simplicidade e pela boa “sacada” de inteligência aplicada ao design. É exatamente o caso do iTour 10 da Divoom . Não sei se a marca foi a pioneira no uso da “sanfona” (vou comentar isso mais a frente) como elemento acústico porque há outros produtos no mercado americano que usam […]
Existem produtos que surpreendem pela simplicidade e pela boa “sacada” de inteligência aplicada ao design. É exatamente o caso do iTour 10 da Divoom . Não sei se a marca foi a pioneira no uso da “sanfona” (vou comentar isso mais a frente) como elemento acústico porque há outros produtos no mercado americano que usam a mesma técnica, como o iHome HM77 que pode ser encontrado nas lojas Apple e tem uma ótima avaliação dos usuários, mas o fato é que a “sanfona funciona” (desculpem a rima).

No Brasil, o iTour pode ser encontrado por cerca de 60 reais, e além da compatibilidade com inúmeros MP3 Players, o aparelho que recebi também veio com cabos para conexão com celulares que pelo manual seriam vendidos separadamente. O representante da Divoom nos disse que há uma pequena variação nesses lotes iniciais, alguns modelos vieram com todos os cabos enquanto outros estão com os cabos básicos (Mini USB e P2 de 2.5mm), quem comprar os produtos dos lotes atuais pode da sorte e se beneficiar dos cabos extras. As especificações completas podem ser vistas no site do fabricante, mas resumidamente a potência é de 1.8W (suficiente para o que se propõe), a duração da bateria é de aproximadamente 8 horas (sim, testei até acabar) e o tempo de recarga varia de 2.5 horas até 4 horas dependendo da fonte (adaptadores DC USB, não incluso, são mais rápidos que a conexão USB através de PC).



Não faz muito tempo eu comprei uma caixa portátil da Creative (citada na coluna Ear Bud Razer Moray e dicas para iPhone e iPods para resolver um problema relativamente simples. Portabilidade de MP3 Player sem o uso de headfones. Na maioria das vezes eu uso meu iPod com os headphones, mas há situações onde quero ouvir um som entre amigos em uma viagem qualquer sem depender de tomadas ou de um sistema de som completo disponível, ou no famoso “teste do banheiro”, ouvindo musicas enquanto tomo banho ou faço a barba. O banheiro tradicional tem ótima acústica, é um excelente teste para caixas pequenas.

Enfim, com o aparelho da Creative para o iPod Shuffle eu conseguia um som razoável, com bom volume mas faltavam os graves, e apesar da ótima funcionalidade acabei deixando ele de lado. O iTour por sua vez acerta em tudo que a Creative erra. Tem ótimos graves, é ainda menor e mais fácil de carregar, suporta outros MP3 Players (o Creative é voltado para o iPod Shuffle) e tem uma duração de bateria maior. Um led verde no fundo avisa o estado da bateria, que quando está pra acabar o som vai ficando muito estranho até sumir de vez após alguns segundos. Durante a carga, o led fica vermelho.

O que ele tem de genial é a sanfona. Quando fechado, o aparelho fica pequeno, fácil de carregar no bolso da calça e até produz um som “sem graça”, parecendo um radinho de pilhas. Basta abrir e esticar a sanfona que o som “cresce”, ficando mais encorpado, com mais graves e dá até a impressão que o volume ficou mais alto. O volume interno da sanfona funciona como uma caixa selada, compondo a ambientação do pequeno alto falante e ganhando os graves que a gente não imaginava que poderiam estar lá.

O manual está em português e tem as informações básicas para seu uso, e há várias cores disponíveis (semelhantes aos iPods). O plug P2 incluso na base aparelho é compatível com os iPhones de primeira geração, que ficam em buraco de baixo relevo dificultando a conexão dos plugs com capas mais largas. Algo que eu sempre digo aos meus amigos quando falamos de música é que “som” é emoção! Parte da sensação é a música em si, que vai do gosto de cada um, mas também é o lugar onde você está ouvido ou as lembranças que a música nos traz, e sem dúvida uma parte muito importante é o estado emocional que estamos vivendo enquanto ouvimos a tal música que muitas vezes dependem da pessoa que está ao seu lado, ouvindo com você. São momentos raros de contemplação, muitas vezes não programados, onde ter o dispositivo musical em mãos capaz de compartilhar a música pode significar algo muito especial.