A área de tecnologia da Serasa Experian aposta em arquitetura orientada a serviços para oferecer soluções alinhadas às necessidades dos clientes, em vez de produtos isolados.
Expandir a área de atuação tem sido a tônica na Serasa
Experian. Aumentar o portfólio de produtos e serviços, ao mesmo tempo em que
entra em novos mercados, é um grande desafio para uma companhia tão
bem-sucedida no que faz atualmente. E, para obter sucesso nessa estratégia, a
área de tecnologia tem se mostrado aliada fundamental, criando uma nova forma
de ofertar serviços aos clientes atenta a novos produtos, extraindo informações
específicas, que reorganizadas ou entregues de maneira diferente, têm um novo
valor.
Não é fácil para uma companhia de sucesso enxergar a necessidade de mudança, mas para a
Serasa Experian esse momento chegou. A venda de serviços em forma de produto
individualizado não fazia mais sentido dentro da complexidade que o negócio
tomou e das necessidades dos clientes. Era hora de entregar os serviços em
formato de solução, como uma espécie de lego, em que os clientes poderiam
acrescentar ou excluir determinado produto.
Entendendo a necessidade do negócio, Lisias Lauretti,
CIO, percebeu que era hora de implementar uma nova plataforma de tecnologia com
todo ferramental de arquitetura orientada a serviços (SOA). “Vamos maximizar o
time to market ao juntar produtos isolados”, garante ele.
O projeto da nova plataforma da Serasa Experian ainda
está em andamento, mas terá grande impacto na maneira como a companhia se
relaciona com os clientes. “Percebemos que, muitas vezes, um ou outro produto
não é suficiente para determinado público. Nossa abordagem é transformar os
produtos em serviços e fazer combinações conforme a demanda de cada cliente”,
explica Lauretti.
Mas estruturar uma plataforma com arquitetura orientada a
serviços não é uma tarefa fácil. Ele e sua equipe, assim como demais áreas da
empresa, estão enfrentando o desafio de mudar a forma como a empresa se
organiza. Muito além de um novo sistema, a plataforma SOA é uma nova cultura,
que para ser bem-sucedida requer compreensão do negócio pela TI e atribuição de valor a todas as áreas da empresa.
Um projeto como esse, tão complexo, poderia sugar todas
as forças de um departamento de tecnologia, mas não no caso da Serasa. A
empresa está dando os primeiros passos em mercados massificados, como prestação
de serviços para pessoas físicas e também para micro e pequenas empresas. E a
tecnologia será fiel escudeira.
³Fizemos, em 2010, um primeiro projeto de atendimento ao
cidadão, para que ele tenha condições de ser atendido de forma objetiva e saber
o que está ocorrendo com suas informações. Um primeiro passo para preparar para
a própria consulta, já que a legislação brasileira ainda é restritiva nesse
aspecto², afirma Lauretti.
Criar um sistema para o atendimento à pessoa física foi
um grande desafio para a TI. Era preciso, antes de tudo, entender e criar uma
abordagem para tratamento direto do consumidor, criar um formato da informação
adequado e estruturar um sistema que estivesse em conformidade com os
requerimentos para atender a esse cliente
de maneira diferente. Para isso, diversas áreas da companhia foram envolvidas.
O resultado tem se mostrado um grande sucesso e
propiciou, inclusive, a criação de novos produtos, como o “Me Proteja”. A
solução informa as pessoas sobre consultas aos seus dados. Algo que, segundo
Lauretti, vem sendo muito bem recebido por empresários e demais profissionais
de negócios, receosos do uso de seus dados sem conhecimento.
Além dos dois grandes projetos realizados este ano, a
Serasa ainda reorganizou determinadas informações que já estavam em seu banco
de dados.
As inseriu em uma
nova plataforma criada pela área de tecnologia da informação e agora oferece um
serviço inovador não apenas no Brasil: informações sobre condições de conformidade ambiental de
empresas. “Estamos nos adiantando. Vemos um grande mercado para esse tipo de
consulta. Esse produto foi criado dentro da visão de que, para algumas
empresas, fazer negócio com quem não está de acordo com as melhores práticas
ambientais é impeditivo”, afirma o CIO.
Inédito para a empresa, até mesmo no âmbito global, o
produto é uma das amostras do tipo de inovação que Lauretti e seu departamento
têm promovido.
Líder preocupado em não perder boas sugestões, ele
implementou no departamento uma espécie de Mercado de Ideias. Definidos alguns
temas importantes para a companhia, os profissionais da Serasa estão sempre
pensando e pesquisando sobre o assunto. Quando acreditam em uma ideia, inserem
no sistema. A proposta passa por uma primeira verificação de aderência em
relação às necessidades do negócio e, então, vai para o “mercado”, em que os
demais profissionais a avaliam e apostam suas fichas nas que entenderem como
mais interessantes e importantes para o negócio.
Depois de passar por todo esse ciclo, uma ideia pode se
tornar um projeto.
“Somos um piloto para o resto da companhia. O mercado de
ideias tem sido muito interessante como estímulo para pensarmos temas
importantes, como mobilidade, agilidade e
racionalização da infraestrutura”, comemora Lauretti. Além dessa iniciativa,
a área de TI está organizando seu trabalho de forma mais descentralizada para
que possa evoluir no que o CIO chama de “cultura de inovação”.
Enquanto isso, novidades não faltam na Serasa. A
companhia planeja um 2011 ambicioso.
Lauretti tem à sua frente o desafio de mudar o sistema de billing e a
adoção de uma nova plataforma de vendas, que será piloto para o resto da
companhia pelo mundo. “Esses projetos devem nos ajudar nos processos de order
to cash, controle de faturamento e integração com o back office para entrarmos
com mais força no segmento de pequenas e médias empresas”, explica o CIO.
Outro projeto, com a Teradata, deve permitir à
Serasa dar um salto em agilidade. “O que fazemos em um dia, passaremos a
entregar em horas”, diz satisfeito o CIO, sempre atento à estratégia de negócio
e necessidade dos clientes da companhia.