Operadora atenderá 64 cidades no Estado de São Paulo; executivos darão detalhes da operação na próxima terça (05/08); mande sua pergunta
Na próxima terça-feira (05/08), o empresário José Roberto Melo da Silva anunciará o início das operaçoes da Unicel, a quarta operadora a entrar no mercado paulista de telefonia celular. Durante coletiva de imprensa, Melo e outros executivos prometem dar detalhes sobre a operação e o modelo de negócios da operadora.
O IT Web quer saber quais são as questões que os leitores querem que sejam respondidas por eles. Mande sua pergunta até segunda-feira (dia 04/08) para a nossa redação.
Histórico da Unicel
A Unicel foi a única participante do leilão do leilão de sobras de freqüências do Serviço Móvel Pessoal (SMP), realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fevereiro de 2007. A operadora foi inicialmente desclassificada do certame, por não ter depositado os 10% dos R$ 93,9 milhões pedidos pela Agência. Por meio de uma disputa judicial, a Unicel conseguiu levar as licenças com um depósito de 1% do preço total. Em outubro, ela comprou mais um bloco de freqüências, no valor de R$ 15 milhões.
Sua estréia na capital paulista e outros 63 municípios do Estado com DDD 011 estava programada para dezembro de 2007, para aproveitar as vendas do Natal, mas isto não aconteceu. Segundo a Anatel, ela tinha o limite de iniciar sua operação até julho deste ano. Mas uma decisão do órgão a liberou deste prazo.
A estrutura de rede da Unicel foi montada com equipamentos Ericsson. “Queremos Ebitda de 40%, como o das operadoras que atuam fora do Brasil”, afirma Silva. A média do setor está na casa dos 20% hoje. Com uma estrutura enxuta, e alugando antenas das outras operadoras, a proposta da Unicel é atender classes mais baixas da população com tarifas atraentes nas ligações de telefones pré-pagos.
Um rumor de que a família Constantino, dona da Gol, estaria interessada em comprar uma participação na operadora circulou no começo deste ano, mas não se confirmou. O que aconteceu de fato, foi um aporte do grupo árabe Hits, que comprou 49% de suas ações, com opção de compra de 75% em três anos.