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US$ 15 bilhões a menos: investimentos em TI na América Latina sofrerão queda em 2020; Cloud se mantém resiliente

Em meio às rupturas causadas pela pandemia do novo coronavírus, o setor de TI na América Latina deverá sofrer retrações nada modestas em seus investimentos. Segundo a consultoria IDC, projeta-se para região uma perda de cerca de US$ 15 bilhões nos investimentos em 2020 em comparação com o tamanho do mercado em 2019. Se a […]

Publicado: 06/05/2026 às 19:07
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Construção civil — Foto: Reprodução

Em meio às rupturas causadas pela pandemia do novo coronavírus, o setor de TI na América Latina deverá sofrer retrações nada modestas em seus investimentos. Segundo a consultoria IDC, projeta-se para região uma perda de cerca de US$ 15 bilhões nos investimentos em 2020 em comparação com o tamanho do mercado em 2019. Se a previsão, antes da covid-19, era de crescimento de mais de 7%, agora é de baixa, podendo a chegar a um decréscimo de 4%.

Último levantamento feito pela consultoria, divulgado nesta semana, aponta que 42% das empresas entrevistadas esperam gastos em TI menores no segundo trimestre. Já quando se estende o prazo para um ano, este número é diluído para 31,3%. Em contrapartida, 35% das companhias afirmam que terão investimentos em TI mais altos que o esperado já para o segundo trimestre.

Segundo Luciano Ramos, Gerente de Pesquisa e Consultoria Enterprise da IDC Brasil, tanto no Brasil quanto na América Latina, em geral, há o entendimento de que as receitas das empresas do setor, assim como os investimentos em tecnologia sofrerão enxugamentos. Apesar disso, o estudo coloca a América Latina sob expectativas mais otimistas quando comparado com o restante do globo, onde cerca de 50% das companhias preveem declínio em seus orçamentos de TI.

A longo prazo, a tendência, segundo a IDC, é de que os gastos com TI não tenham impacto. “É um momento difícil, as empresas nesta fase de realinhamento estão se adequando a aquilo que é necessário à resiliência do negócio. Mas de imediato, a gente vê os projetos um pouco retraídos”, explica Ramos.

Diante de uma crise global, as empresas do setor de tecnologia trabalham com a possibilidade eminente de perdas de suas receitas, com cerca de 20% esperando uma redução em 2020. Para o Brasil, Ramos acredita que os impactos da covid-19 devem se estender até 2021. “A recuperação será relativamente rápida, mas os efeitos irão além de 2020, principalmente se a situação não se mostrar controlada nos próximos meses”, assinala.

Onde dá para crescer?

Por outro lado, a IDC ressalta oportunidades em meio ao desalento. A experiência inevitável do home office e a consequente demanda por ferramentas de comunicação unificada e softwares de colaboração deverá crescer, seguida de soluções de virtualização, serviços em nuvem, conectividade, big data, análise e segurança.

“Nao é novidade que a TI tem sido importante não só nos momentos onde se tem um cenário favorável para o desenvolvimento dos negócios, mas principalmente em momentos de adversidade onde entra como alavancador para rápida transformação que permite ganhos de produtividade e agilidade”, lembra Ramos apontando que os investimentos na chamada terceira plataforma e nuvem são mais resilientes. Em particular, empresas fornecedoras de soluções em nuvem podem esperar crescimento de cerca 30% – um crescimento que tem se visto ano contra ano. Ainda de acordo com a consultoria, as oportunidades nos casos de uso crítico pós-COVID podem representar investimentos de pelo menos 1,7 bilhão.

O setor de telecom também terá um crescimento saudável este ano, aponta a IDC. Isso se dá devido ao papel que desempenha na conectividade necessária para empresas e pessoas viabilizarem negócios e manterem a economia em pé, e que as oportunidades de crescimento permanecerão no pós-covid-19.

Manter a roda girando

Ramos reforça os planos de continuidade das companhias que começam a avançar preparando-se para cenários que vão dos mais otimistas aos mais pessimistas. “Quando entramos nesta crise, a preocupação das empresas era a continuidade dos negócios. Na segunda fase era mudança de foco. Projetos novos e muitos transformadores ficaram em stand by e andaram somente aqueles que tinham clareza do retorno do investimento e, na maioria das vezes, que trouxessem um benefício rápido. Estamos agora num ponto onde estamos na parte de resiliência – como é possível as empresas, por mais que estejam sofrendo em determinado ponto, a voltar em condição normal, mesmo debaixo de uma situação de crise que estamos vivendo”, contextualiza.

A tendência, reforça, é que no curto a médio prazo os projetos de inovação sejam pausados. “O que projetamos na retomada, na etapa de aceleração é um olhar mais cirúrgico e cauteloso nos investimentos que vão ser feitos em TI”, complementa Ramos.

Pietro Delai, Gerente de Software e Cloud da IDC Brasil, lembra que a média do mercado brasileiro em relação a perspectiva de investimentos em inovação, de maneira geral, é de 40%, o que ele considera mais baixa em comparação a outros mercados da região. “As empresas vão retomar em ritmos distintos e aquelas que estavam mais preparadas, com um plano de recuperação de negócios estão mais aptas e devem se recuperar antes. Aquelas que têm mais agilidade para se adaptar enxergando um horizonte de seis a oito semanas, são aquelas que terão mais perspectiva de inovação no negócio”, ressalta Delai.

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