ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Usiminas muda gestão de TI para agregar valor a produtos e serviços

Em abril de 2010, Carlos Roberto Katayama recebeu a proposta do Grupo Usiminas para não somente comandar toda a TI corporativa, com seus 218 funcionários, como também reestruturá-la. Ele estava na Honda, como gerente geral de TI para a América do Sul. Aceitou o desafio, engatou a quinta em São Paulo e partiu para Minas […]

Publicado: 27/05/2026 às 10:41
Leitura
8 minutos
Usiminas muda gestão de TI para agregar valor a produtos e serviços
Construção civil — Foto: Reprodução

Em abril de 2010, Carlos Roberto Katayama recebeu a proposta do
Grupo Usiminas para não somente comandar toda a TI corporativa,
com seus 218 funcionários, como também reestruturá-la. Ele estava
na Honda, como gerente geral de TI para a América do Sul. Aceitou o
desafio, engatou a quinta em São Paulo e partiu para Minas Gerais.

Na bagagem, levou a experiência adquirida mais recentemente na
montadora e também a imediatamente anterior na DuPont, como diretor
de TI e de Recursos Humanos de Supply Chain. “O momento é de
expansão de negócios da companhia. TI precisa atender essa demanda”,
diz Katayama, como é chamado o diretor de TI da Usiminas.

E a siderúrgica não poupou esforços. Uma das principais produtoras de aço
plano do País, a Usiminas decidiu, de fato, modernizar a gestão, incluindo a
reestruturação da área de Tecnologia da Informação. Na visão da empresa, era
fundamental seguir à risca o que o mercado de TI apregoa faz tempo: alinhar
TI aos objetivos de negócios. Afinal, a expansão batia fortemente à sua porta.
Para ter ideia do tamanho do compromisso de Katayama, o lucro líquido
de 1,6 bilhão de reais conquistado em 2010 está prestes a se tornar
pequeno diante do que está preparado para este ano. Serão investidos
no crescimento da companhia perto de 3 bilhões de reais.

Na Usina de Ipatinga (SP), braço da siderurgia, a nova linha de galvanização,
prevista para o primeiro semestre deste ano, ampliará em
550 mil toneladas a capacidade instalada de produção de aços galvanizados
para a indústria automotiva.

A meta é ainda mais agressiva na atividade Mineração Usiminas, joint
venture com a Sumitomo. Para o próximo ano, a estimativa é crescer a capacidade
de produção de 7 milhões de toneladas conquistadas em 2010 para
12 milhões e totalizar 29 milhões de toneladas de minério de ferro em
2015. Para atingir esse último resultado, deverão ser investidos nos próximos quatro anos mais de 4 bilhões de reais.

Somente no pilar Usiminas Mecânica,
empresa de Bens de Capital e
Serviços do Grupo Usiminas, foram
fechados cinco novos contratos, que
ajudarão a engordar ainda mais os
cofres corporativos de 2011 com 286
milhões de reais.

Toda essa movimentação espera
contar com o apoio da TI. Não a TI
tradicional, que atendia em um passado
recente muito bem o operacional,
segundo Katayama. “Mas uma
TI fortemente voltada aos negócios.”

O diagnóstico

Construir um cenário com uma TI
que arregace as mangas e se junte à
companhia para ampliar a competitividade
e a eficiência operacional, além
de agregar valor aos produtos e serviços,
exigiu um diagnóstico minucioso.

Katayama sabia que não bastava uma análise do ambiente de TI, listando ativos de software e hardware,
que constatou estar atualizado e robusto, fruto de investimentos significativos
nos últimos anos. Antes de tudo, precisava realizar uma tarefa simples,
mas que nem todo líder aplica: ouvir.

Iniciou uma série de entrevistas com os três principais níveis da companhia:
presidência, vice-presidência e diretoria. O laudo: “Precisávamos
de reforço na visão para negócios”. Tudo isso, dentro de uma estrutura
voltada para esse fim, segundo o executivo.

A chegada de Katayama motivou a criação da Diretoria de TI corporativa.
Um salto da área na direção da estratégia da empresa. Com esse
escopo, ele traçou um novo layout, abrigando três superintendências de
TI. Uma delas é a Superintendência de TI Corporativa, que permeia
todos os negócios do Grupo Usiminas. “É uma unidade matricial”,
define. Sob ela, estão quatro gerências: Gerência de Governança e Segurança
da Informação, Gerência de Sistemas da Informação, Gerência
de Tecnologia, Operações e Telecomunicações, e Gerência do Centro
Competência SAP.

A outra é a Superintendência de TI para a Siderurgia,
que possui duas gerências, uma para cada usina, a de
Ipatinga (MG) e a de Cubatão (SP). A última superintendência
desse tripé é a de TI para Bens de Capital.
Ela abriga a Gerência para a Soluções Usiminas (um
conglomerado de 14 empresas do grupo), a Gerência
para a Automotiva Usiminas, e a Gerência para a Usiminas
Mecânica.

Nessa estrutura, ainda há a unidade Mineração Usiminas,
que não está sob nenhuma superintendência,
e sim ligada diretamente a Katayama. “Estou
cuidando de perto, é um negócio novo,
criado em 2010, e que vai quadruplicar
até 2015”, diz.

Time de elite

O palco estava pronto. Restava definiros atores. Katayama diz que a escolha
do time consumiu longos três meses.
“Missão cuidadosa”, define o executivo,
que precisou ter nervos de aço
para buscar rapidamente profissionais
experientes, com forte perfil de
negócios. Uma busca interna e externa.
As gerências de Governança
e Segurança da Informação e a de
Centro de Competência SAP foram
ocupadas por profissionais da própria
Usiminas por meio de promoções.

Nessa arena, não basta ser expert em tecnologia, prossegue o executivo, o
profissional há que se valer da “visão de negócios”. Mas esse ingrediente não
é encontrado facilmente nas prateleiras do mercado. Em especial, quando
é buscado no núcleo TI e no seio da atividade fim da Usiminas. Para isso,
Katayama enveredou-se por ambientes nobres à caça de profissionais que
atendessem às seguintes exigências – “nesta ordem” (faz questão de reforçar
Katayama) –: “Boa pessoa e bom profissional”.

“Não acredito em alguém que não seja uma boa pessoa e excelente profissional”,
afirma o diretor de TI da Usiminas. “A gente contrata primeiro
o ser humano, que tem boa índole, bom humor. Em segundo lugar, o bom
profissional. Acho que esse é o fator de sucesso para montar uma equipe.”
Com essa bandeira, Katayama trouxe profissionais de elite de empresas
de diferentes portes e atuações diferenciadas, embora ligadas ao setor, para
que esse mix oferecesse o benefício da troca de conhecimento. “Temos de
aprender, trocar informações, sempre.”

Questionado sobre o fato de não ter trazido ninguém da empresa da qual saiu,
o executivo responde: “Não identifiquei nenhum perfil para o novo projeto. Mas
aproveitar a equipe anterior seria, no mínimo, não sair da zona de conforto”,
diz e acrescenta: “E não proporcionaria a oportunidade de crescimento a mim,
à minha equipe e à empresa, com inovações e processos diferenciados”.

Katayama, que também acumula a Superintendência de TI para Bens
de Capital, arrebatou Geraldo Caldeira, ex-CIO da Camargo Corrêa Cimentos,
que estava na mineradora Samarco, para a Superintendência de TI
Corporativa; José Antônio Furtado, ex-CIO da Villares Metals, que agora
lidera a Superintendência de TI para Siderurgia; Wellington Brigante, que
veio da usina de cana-de-açúcar Zilor, e que também teve passagem pela
Camargo Corrêa, como gerente de TI, para a Gerência de TI da Usiminas
Mecânica; e Miguel Eduardo Iacomussi, que era responsável pela TI do
Centro de Serviços Compartilhados da Camargo Corrêa, e agora ocupa a
Gerência de Sistemas de Informação.

Katayama está certo de que com esse elenco poderá formar sucessores.
“Um grande líder é aquele que sabe constituir uma equipe e formar novas
lideranças”, diz. “Quanto mais profissionais com potencial sucessor você
trouxer, melhor será o seu time e melhor será para a empresa.”

Retendo o conhecimento

A orquestra de TI começou a funcionar, de fato, e em sintonia, em janeiro
deste ano, já com todo o novo time dentro do atual desenho, alinhado aos
objetivos de negócios. “É pouco tempo ainda, mas já observamos que todos
estão trocando informações e aprendendo uns com os outros”, diz Katayama.
“E isso trará grande valor à empresa.”

Katayama tem trabalhado no paralelo na maximização e na otimização de
processos de mitigação de riscos, que serão finalizados no final deste ano, segundo
o executivo. “No momento, cada um dos líderes está se aprofundando
em cada um de seus negócios para traçar um cenário, que iremos discutir,
com o objetivo de montar um planejamento para os próximos três anos.”

Um de nossos projetos importantes
tem a ver com a preservação do
conhecimento na área de TI. De
acordo com Katayama, nos próximos
dois a três anos, cerca de 40
profissionais do setor serão potenciais
candidatos à aposentadoria.
“A idade média de trabalho dos 218
funcionários da área está entre 10 e
15 anos. Alguns têm entre 20 e 30
anos de casa”, destaca.

“Por isso, estamos identificando
profissionais nesse nicho para que
sejam coachs. Eles serão convidados
a repassar todo o conhecimento para
os funcionários mais jovens. E vamos
oficializar isso”, afirma Katayama,
CIO da Usiminas, formador de líderes
e guardião do conhecimento.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas