Número de vazamentos anunciados publicamente chegou a 443; no total, foram 127 milhões de registros perdidos
O número de vazamentos de informações anunciados publicamente nos Estados Unidos subiu mais de 40% em 2007 segundo o Identity Theft Resource Center (ITRC).
Em relatório do dia 24 dezembro, a organização contabilizou 443 vazamentos anunciados no ano passado. Deste total, em apenas 13 casos as informações estavam encripitadas. O número de incidentes registradosEm 2006, o total de incidentes foi de 315.
Cerca de 127 milhões de registros foram expostos em 2007. Em 2006, foram cerca de 20 milhões. Em 2005, aconteceram 158 vazamentos, envolvendo 65 milhões de registros.
Na avaliação do ITRC, o aumento do número de incidentes anunciados não é um reflexo exclusivo do aumento do roubo de informações. A especulação é que mais vazamentos estejam sendo comunicados ao público. E isto continua a ser percebido apesar de 2007 ter sido um ano atípico para a perda de dados, uma vez que só o incidente da T.J. Maxx (rede de varejo dos Estados Unidos) foi responsável por 94 milhões dos 127 milhões de registros expostos no ano passado. “Não sei se estamos vendo um aumento por questões regulatórias ou porque eles estão aumentando”, afirma Linda Foley, fundadora do ITRC. Segundo ela, 39 estados e o Distrito de Columbia exigem que as empresas façam anúncios públicos sobre a perda de informações.
Mas mesmo que 2007 seja um ponto fora da curva, os custos associados a este tipo de incidente está aumentando. De acordo com um estudo divulgado em novembro pelo Instituto Ponemon, o vazamento de informações custou às empresas, em média, US$ 197 por cliente em 2007, contra US$ 182 em 2006.
Isso talvez explique porque Cisco (NSDQ: CSCO), Google (NSDQ: GOOG), Raytheon, Symantec (NSDQ: SYMC), Trend Micro, and Websense compraram empresas para reforçar suas ofertas de proteção contra perda de dados, mercado que, de acordo com o Gartner em um estudo publicado em maio, deve triplicar em 2007 em relação aos US$ 50 milhões movimentados em 2006.
Apesar dos números, Foley prefer acreditar que o ano que passou foi importante para que se aumente a atenção sobre a perda de informações. “Acredito que exista mais atenção e que isto terá impacto nos próximos anos. A esperança é que isto ajude a diminuir o número de incidentes”, disse.