Em conferência para imprensa, Zeinal Bava relata chegada da empresa no Brasil e desenvolvimento da Vivo
Há doze anos no mercado brasileiro, a Portugal Telecom se desfez de uma companhia que marcou o início de sua operação por aqui. “Nosso objetivo é crescer, apesar da venda de ativo que melhor representa a excelência que a PT tinha, mas, ao mesmo tempo, estabelecemos uma parceria estratégica e nossa flexibilidade permite escolher quem quisermos como parceiro”, afirma Zeinal Bava, presidente da PT, em coletiva de imprensa voltada para esclarecer a venda da Vivo e a aquisição de uma participação na Oi.
Bava explicou que é natural que o mercado brasileiro seja o segundo principal para a companhia depois de Portugal e diz que a participação na Oi aponta para a construção de novos caminhos. “Portugal/África/Brasil continua sendo principal tripé, mas temos um parceiro que nos dá tudo para crescer no futuro.”
Em sua apresentação, Bava lembrou-se de quando participou do processo de licitação para entrada no mercado brasileiro por meio da Telesp Celular, das incertezas vivenciadas no Brasil na ocasião (como risco país, Real desvalorizado) e, após alguns anos, a parceria com a Telefónica para criação da Vivo. “Era uma empresa com 3,5 milhões de cliente se hoje tem 58 milhões de clientes. Multiplicamos por seis a receita da empresa em 12 anos e triplicamos o Ebtida da Vivo.”
Durante o discurso, o presidente da PT falou sobre a contribuição da companhia para o que chamou da democratização do serviço móvel no País com o lançamento do pré-pago, com o Baby, quando a marca usada ainda era Telesp Celular. “É uma plataforma desenvolvida pela PT Inovação”, frisa.
Bava também relembrou os ataques que eram feitos à operação brasileira no passado. “A Vivo foi apelidada como problema sem solução em 2006. Muita gente era clonada, faturas que não batiam, problemas de sistemas, mas tudo foi resolvido. Fizemos transição de CDMA para GSM e acho que ninguém teve essa coragem no mundo de migrar 25 milhões de clientes”, comenta.
Embora o processo de venda tenha sido cansativo, ele acredita ter feito um bom trabalho para os acionistas, já que conseguiu valorizar a empresa desde a primeira oferta da Telefónica até o valor fechado de 7,5 bilhões de euros. “Efetivamos a venda da Vivo com certa nostalgia, mas com noção clara de missão cumprida de uma empresa que tem flexibilidade financeira e infraestrutura tecnológica para sucesso futuro.”
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