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Vigor de 2008 não se repetirá em 2009, que crescerá mais devagar

Teleco prevê 2009 mais fraco para operadoras de telefonia celular; ainda assim, consultoria acredita em 25 milhões de novos clientes

Publicado: 02/05/2026 às 06:12
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Vigor de 2008 não se repetirá em 2009, que crescerá mais devagar
Construção civil — Foto: Reprodução

O desempenho do setor de telefonia celular em 2008 acabou por surpreender as previsões mais otimistas, alavancado pela acirrada competição. “A chegada da Oi em São Paulo e da Vivo no Nordeste , mais o estímulo da portabilidade (mudar de operadora levando o mesmo número) e da tecnologia de terceira geração (3G), que permite tráfego de dados e acesso à internet, são as principais causas para tal desempenho”, disse o presidente da consultoria e site especializado em telecomunicações Teleco, Eduardo Tude.

O executivo referia-se aos 29,7 milhões de novos usuários conquistados pelo setor ao longo do ano passado, conforme divulgou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), totalizando uma clientela de 150,6 milhões de brasileiros-donos de um telefone celular ou um acesso à internet.

No ano passado, a surpresa veio da Oi e da Vivo, que avançaram velozmente, adquirindo respectivamente 7 milhões e 7,6 milhões de usuários. Se somarmos a BrT com a Oi, sua controladora atual, o número se eleva a 8,3 milhões de aquisições no ano.

O maior crescimento, porém, ficou com a Claro, que já vinha galgando boa posição no ranking há mais tempo, e totalizou o ingresso de 8,5 milhões de novos usuários. A TIM também registrou expansão acelerada no começo do ano passado, mas arrefeceu ao longo do período, somando 5,1 milhões no acumulado de 2008.

2009 menos otimista

As perspectivas para este ano não são tão otimistas como 2008, embora o crescimento deva ser mantido. “Agregar 25 milhões de novos clientes é uma perspectiva boa de expansão”, disse Tude.

A expectativa é de que as quatro operadoras móveis continuem crescendo, inclusive a TIM, que desacelerou na segunda metade de 2008.

A taxa de penetração de 79,2 pessoas, em cada grupo de cem, portando seu celular não representa ainda, segundo Tude, o limite do potencial brasileiro. Por isso, o Teleco estima que 25 milhões de novos usuários sejam agregados ao universo de 151 milhões, levando a um contingente de 176 milhões de pessoas.

Nova abordagem

Nos estudos do Yankee Group, de origem americana e foco no mercado mundial de telecomunicações, as operadoras que atuam no País terão de exercer nova abordagem mercadológica se quiserem manter o crescimento este ano. “A taxa de penetração está alta, levando à necessidade de as operadoras adotarem uma abordagem mais complexa, contendo planos de serviços segmentados e com foco na baixa renda”, disse o consultor sênior no Brasil, Júlio Puschel.

Exemplo de plano mais sofisticado e visando o dono de um pré-pago é o pacote com ligações baratas entre São Paulo e Nordeste, para quem está no Sudeste e mantém família no Nordeste. “A Oi pode fazer isso sem muito custo dentro de sua rede, uma vez que possui infra-estrutura de telefonia fixa e celular em todo o Brasil”, disse o consultor.

Há muitos outros exemplos de serviços inovadores e que poderiam criar um segmento da demanda que ainda não está incluído por falta de poder aquisitivo.

Segundo Puschel, as operadoras ainda estão muito focadas na competição baseada em preço e quantidade, o que lhes retira a flexibilidade e poder de detalhamento. “Sei que existe um bom porcentual de clientes pré-pagos que costumam gastar R$ 50 ou mais mensalmente”. Isso indica que não estão no segmento certo, e que poderiam usufruir de serviços melhores no sistema pós-pago, se fosse percebidos dentro da rede e migrados, disse Puschel.

Segundo suas previsões, as taxas de penetração regionais poderão ser trabalhadas por ofertas de serviços criativas, de tal forma que obtenham crescimento. Puschel cita que os 70% de penetração da região 1 (área da Oi) estão abaixo da média e precisam ser objeto de promoções criativas. “No Norte e Nordeste essa taxa é bem mais baixa, de 55% a 60%”, disse o consultor, “enquanto no Rio e em São Paulo, ela se eleva a 96% e 89%”.

Na região 2 (São Paulo), a média de penetração é de 85% e na região 3 (BrT), 89%.

Banda larga individual

A introdução da terceira geração (3G) trouxe a banda larga individual, pois na infra-estrutura fixa havia apenas a banda larga para grupos. Essa é uma mudança importante para o diretor da área de consultoria da Promon Logicalis, de redes, Luis Minoru. “Em 2009 a tendência de personalização vai continuar, a princípio sem que os usuários se incomodem tanto se a cobertura da rede de dados é tão abrangente ou se não existe roaming em todas as localidades”, afirmou Minoru.

O especialista acredita que as operadoras vão cada vez mais ampliar a oferta de serviços novos de conteúdo, para o que farão parcerias e lançamentos. “Os atuais SMS e e-mails vão dar lugar a uma gama variada de jogos e ofertas de mídia mais diversificadas”, disse.

O consultor citou o sucesso do iPhone no Brasil dizendo que o telefone da Apple representou um marco em que o celular evolui de comunicador de voz para ferramenta de acesso veloz à internet individual. Os celulares estão ficando cada vez mais sofisticados e acessíveis, inclusive com pagamentos parcelados em muitas vezes.

Trimestre mais fraco

As perspectivas para o primeiro trimestre de 2009 são baixas pela falta de data comercial que alavanque as vendas. “Vai ser mais fraco que o período de janeiro a março de 2007”, previu Puschel, do Yankee Group. Mas não servirá de base para se conhecer o comportamento do ano. “O dia das mães é que vai indicar um parâmetro”, acredita o consultor. O câmbio também terá sua influência na composição da oferta das operadoras.

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