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Virtualização, cada vez mais fascinante e séria! Parte 2

Semana passada eu apresentei um panorama sobre virtualização com o foco no hardware e na aplicação de virtualização de servidores ( parte 1 desse artigo). Essa semana vou procurar mostrar o porquê de meu espanto com o VMware, que pude me aprofundar na apresentação do mês passado. Não sei se contei para vocês, mas uso […]

Publicado: 13/05/2026 às 10:23
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9 minutos
Virtualização, cada vez mais fascinante e séria! Parte 2
Construção civil — Foto: Reprodução

Semana passada eu apresentei um panorama sobre virtualização com o foco no hardware e na aplicação de virtualização de servidores ( parte 1 desse artigo). Essa semana vou procurar mostrar o porquê de meu espanto com o VMware, que pude me aprofundar na apresentação do mês passado.

Não sei se contei para vocês, mas uso o VMware desde sua versão 2.0, por volta de 2001. Eu tive a oportunidade experimentá-lo bem mais cedo, por volta de dezembro de1999. Nessa ocasião, um grande e saudoso amigo, que fora meu chefe da época que trabalhei na Proceda me enviou um e-mail, que reproduzo na figura abaixo:

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Eu NÃO ACREDITEI que pudesse existir um programa assim!! Como o tempo andava curto não fui nem investigar! Santa ignorância minha! Não só era verdade como hoje em dia o servidor de meu escritório roda em VM há muito tempo!

Na apresentação que estive mês passado pude resgatar o que já conhecia e ampliar muito a compreensão de toda linha da VMware. A começar por toda a família que tem vários componentes.

VMware PLAYER : versão gratuita de um “runtime” player de máquinas virtuais. Qualquer máquina virtual criada previamente pode ser distribuída e colocada em produção ou testes.

ACE : Assured Computing Enviroment for Enterprise, é um ambiente de máquina virtual baseado em uma modalidade deVMware PLAYER, que permite empresas colocarem PCs (virtuais) a disposição de prestadores de serviço, consultores, etc., com isolamento controlado da rede corporativa e de forma gerenciada.

WORKSTATION : versão do ambiente de virtualização para desktops, apropriado para testes preliminares de máquinas virtuais ou uso menos crítico. Roda desde Windows NT Workstation até Windows XP e Windows Server 2003 ou Linux

GSX Server : versão aprimorada do ambiente de virtualização mas roda somente em sistemas operacionais servidores (Windows 2000/2003 Server), Linux. Essa versão se tornará GRATUITA na próxima virada de versão assim como fez a Microsoft com o Virtual Server 2005 R2.

ESX Server : o paraíso do mundo da virtualização. Diferentemente de todos os outros produtos da família esta versão se baseia em um OS próprio, um Linux Kernel modificado e otimizado para esta função. Indicado para ambientes sofisticados e críticos, consolidação de servidores em larga escala etc.

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Eu encerrei a coluna da semana passada manifestando minha surpresa com o VMware pois eu pude me aprofundar no ESX Server. Recursos atuais e futuros serão objeto da discussão que segue nessa coluna.

O ESX em sua sofisticação permite, por exemplo, a criação de redes virtuais , com isolamento de sub-redes, switches virtuais e alocação de placas de redes físicas pelas máquinas virtuais na forma desejada. Na figura abaixo se percebe que o servidor, com suas inúmeras placas de rede, permite a alocação de “circuitos virtuais” associados a cada placa física. Assim no caso de uma pane em uma das placas o sistema se recupera sozinho mantendo a conexão sempre ativa. Cada máquina virtual tem duas placas virtuais, cada uma delas associada a um switch virtual e suas placas físicas. De forma análoga, um sistema de proteção/firewall com máquinas dedicadas pode ser estabelecido usando cada máquina virtual para sua função.

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Outro conceito interessante é do VM Virtual Center, uma central administrativa do ESX Server. A criação de um servidor novo é muito abreviado, pois podem ser usados “templates” de servidores prontos. O que o VM Virtual Center faz é criar um hardware virtual novo a partir do modelo (um servidor de banco de dados com Oracle ou SQL já instalado, por exemplo) e o implanta em um dos servidores físicos disponíveis muito mais rápido que operacionalizar um servidor físico novo em sua rede.

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Existe um link muito interessante e útil , o VMware Technology Network , com acesso a inúmeros recursos. Um dos mais interessantes é o diretório de Virtual Appliances , que contém dezenas de máquinas virtuais prontinhas para serem baixadas e testadas. Oracle 10g, Ubuntu Linux, Fedora Linux, IBM DB2 , BEA Weblogic Platform, Browser Appliance (para navegação vírus free), são alguns exemplos que estão disponíveis gratuitamente.

Em um de meus textos anteriores sobre Virtualização eu mencionei que um dos principais motivos de usar esta tecnologia era ter rapidez e agilidade em voltar a trabalhar no caso de meu servidor dar problema. Esse uso é óbvio. Mas o que não era óbvio para mim são o grande avanço e recursos agora disponíveis.

Para tanto a infra-estrutura deve ter características próprias. No caso mais simples dois servidores que compartilham uma estrutura de storage (SAN). Nesta configuração as máquinas virtuais (os arquivos físicos das mesmas) são armazenados na SAN (arrays de discos compartilhados) e cada CPU tem acesso simultâneo a essas informações. A figura abaixo ilustra bem isso. Veja que cada servidor tem três máquinas virtuais em funcionamento, mas no caso de pane de um dos servidores as máquinas virtuais são transferidas de um servidor para o outro.

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A grande pergunta neste caso é como fazer a transferência do processamento de um servidor para outro com o menor “downtime” possível. Na minha solução caseira, usando VMware Workstation eu preciso transferir o disco rígido de backup para outra máquina, iniciar o VMware e subir os backups mais recentes dos dados. Estimo que em 30 minutos estaria operando novamente. Mas uma grande corporação ou um serviço crítico não pode parar tanto tempo assim. Para isso existe o Vmotion !! Transferência EM TEMPO REAL uma máquina virtual de um servidor para outro com tempo de parada igual a ZERO !!

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Mas não somente casos de panes são cenários para o Vmotion. Imagine que existam três servidores rodando várias máquinas virtuais. Em uma delas reside o ERP da empresa (SAP por exemplo). É sabido que em determinado período do mês (ou do dia) este sistema exige muito mais recursos. Há várias soluções. Inicialmente podem ser transferidas para outros servidores VMware as máquinas virtuais que desempenham outras funções, para aliviar a carga para o ERP. Outra solução é mover o ERP para a máquina física mais poderosa (o servidor mais novo), deixando-o sozinho ou não. Passado o período de pico, as máquinas virtuais voltam à configuração original. Essa situação é muito comum nas empresa, mas de solução muito difícil com hardwares “reais”. Quando o servidor novo chega, sempre mais poderoso e mais rápido, migrar o ambiente de produção para ele exige um projeto específico e um longo tempo para execução. Essa é a beleza dessa solução, migração virtual instantânea, sem impacto na operação!!

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As novidades para 2006

Está previsto para junho ou julho de 2006 o lançamento da versão 3.0 do ESX Server. Este trará algumas impressionantes melhorias (deixei o melhor para o final para premiar quem leu até o final esta coluna).

4 wayVirtual SMP -máquina virtuais com até 4 processadores virtuais. Com os servidores multi-core chegando, um servidor poderá conter facilmente 8 ou 16 núcleos de execução e o ambiente estará mais gerenciável (hoje em dia uma VM pode ter no máximo dois processadores virtuais).

16 Gbytes de RAM -atualmente a máquina física está limitada a 4 Gbytes. Além disso, o gerenciamento da memória que já é muito inteligente, alocando uma única vez áreas comuns de mesmos sistemas operacionais, trabalhará melhor com alocação dinâmica, ou seja, se definidas três máquinas virtuais com 2 Gbytes cada uma, na medida em que não haja uso efetivo dessa memória o VMware devolve para o ESX Server permitindo o uso por outra VM. Minha experiência com o VMware Desktop, o qual tem a memória “travada” para cada sessão, mostra o quanto isso é útil!

Adição de novos discos virtuais a quente – ou seja, novos discos podem ser criados sem necessidade de parar a máquina virtual.

Estes são só algumas das novidades. Mas as que me fascinaram mais foram :

Distributed Resource Scheduling (DRS) : uma vez que o VMotion permite deslocar máquinas virtuais sem “downtime”, que tal programar as trocas de servidor físico de forma automática?? Melhor ainda, que tal as máquinas virtuais serem dinamicamente realocadas em função de pico de uso ?!! Para mim é um sonho. Este recurso em conjunto com o Distributed Availability Services (DAS) , que une a tecnologia de cluster com máquinas virtuais. No caso de uma falha, seja de disco ou de CPU física, o sistema redistribui as máquinas e recursos de forma a manter a disponibilidade e máxima performance.

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Algumas pessoas nos comentários da coluna anterior tinham quase adivinhado o final dessa história. Máquinas Virtuais em Cluster e com balanceamento dinâmico. Eu ainda acho que este assunto merecerá espaço e destaque aqui no ForumPCs! A começar pela reação da Microsoft (que ainda não tem solução tão avançada) e pela evolução natural do VMware. O tempo dirá. Eu sigo acompanhando bem de perto!

PS : As ilustrações foram cedidas pela VMware do Brasil por seu senior sales engineer Arlindo Maluli

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