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Vista, Intel, AMD e sugestões…

Nas últimas semanas tenho lido bastante, especialmente sobre o Vista. Não quanto as suas novidades já bem conhecidas, mas quanto aos riscos da sua aceitação não ser tão grande quando a esperada. Isso afeta inclusive o mercado de ações, pois 90% do faturamento da Microsoft vêm da dupla Windows/Office, justamente a dupla que será disponibilizada […]

Publicado: 14/05/2026 às 02:01
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7 minutos
Vista, Intel, AMD e sugestões…
Construção civil — Foto: Reprodução

Nas últimas semanas tenho lido bastante, especialmente sobre o Vista. Não quanto as suas novidades já bem conhecidas, mas quanto aos riscos da sua aceitação não ser tão grande quando a esperada. Isso afeta inclusive o mercado de ações, pois 90% do faturamento da Microsoft vêm da dupla Windows/Office, justamente a dupla que será disponibilizada ao público no final de janeiro. Várias empresas, entre elas Intel e AMD, mas também empresas de memórias, discos rígidos, placas gráficas, placas mãe, entre outras, estão ansiosamente aguardando o desenrolar das vendas do Vista para verem seus números de vendas finalmente avançarem, após pelo menos 2 anos de marasmo.

Sinceramente tenho receio que a Microsoft não atinja o resultado esperado em 2007, e isso afete o mercado como um todo em um efeito cascata. Quando migramos do Windows 3.1 para o Windows 95 houve um imenso ganho de produtividade que acompanhou um pequeno gasto em upgrades por parte do usuário. O Windows XP foi um grande salto frente ao Windows ME e requereu um hardware muito mais eficiente, mas se levarmos em conta o Windows 2000, o sistema que se posicionava entre esses dois e que já estava sendo usado por vários usuários por causa do fracasso do Windows ME, o investimento não foi tão alto assim. Uma máquina que rodava bem o Windows 2000 Profissional também rodava o Windows XP relativamente bem.

Dessa vez eu questiono muito o ganho de produtividade de quem migrar do XP para o Vista. O novo sistema é mais bonito, tem mais funções incorporadas, mas não encontrei nenhuma que já não existisse um paliativo para o XP, seja através de um Shareware ou mesmo um Freeware . Há ganhos nas questões de segurança, sem dúvida, mas hoje podemos avaliar que o mercado corporativo já adotou medidas adequadas para o uso do XP, e no mercado doméstico os usuários de XP que tomam os cuidados básicos com o sistema e se comportam de forma segura já não sofrem tanto com a falta de segurança do Windows. Além disso, essa questão de falta de segurança sempre será uma guerra entre o bem e o mal, e nunca terminará. Mesmo com o Vista, teremos problemas causados por coisas que ainda nem existem, pois não há em essência um sistema operacional totalmente imune a imbecilidade de alguns usuários. Soube recentemente que o Skype já está sendo usado para disseminar malwares…

Há poucos dias recebi um e-mail pedindo sugestões para um notebook que irá rodar o Vista. Pensei comigo: por que colocar nesse momento o Vista em um notebook? O sistema é mais pesado, vai ocupar grande parte do diminuto HD, vai consumir toda a memória disponível já que são poucos os notebooks com 2GB disponíveis e vai consumir mais rapidamente a bateria, pois a interface Aero usa intensamente a placa de vídeo, é quase como se estivesse jogando sem parar. Faz sentido optar pelo Vista em notebooks agora?

Na minha cabeça não faz, da mesma forma que não faz sentido pra mim, como usuário, trocar meu velho XP em uma rapidíssima máquina com Core2Duo, a qual estou absolutamente satisfeito, tanto com o hardware quanto com o software. Se eu, que sou um usuário “entusiasta” não estou convencido a trocar o XP pelo Vista no meu desktop e certamente nem no meu Notebook, muito menos trocar o velho conhecido Office 2003 pelo novo, já que não houve nenhum ganho de produtividade perceptível na minha opnião, apenas trocas nas interfaces e melhorias em funções que não uso e não tenho necessidade de usar, o que pensará um usuário comum e racional, seja em uma grande empresa seja em casa? Será que o Windows Vista e o Office terá o mesmo sucesso do Windows XP/Office 2003 quando esse foi lançado?

Ainda pensando no Vista, mas agora pelo lado do hardware, vocês certamente já avaliaram quando custa um upgrade para uma máquina moderna. Se vocês não têm um Athlon 64 X2 ou superior, ou não tem um Core2Duo, vocês estão atrasados e baseados em plataformas em fim de carreira, embora em alguns casos elas sejam capazes de rodar o Vista adequadamente. Atualizar seu equipamento custará caro, quase que uma máquina nova, pois evidentemente vai requerer o uso de 1GB ou 2GB de memórias DDR2, HDs Serial ATA 2 de grande capacidade, fontes ATX2.0 com conectores de 24 pinos com alta potência nas linhas de 12v e mais uma placa de vídeo PCI Express, não importando nesse caso se é uma topo de linha ou não. E quanto mais sofisticado for seu desejo de atualizar seu equipamento, mais caro será o custo dos periféricos, especialmente a placa de vídeo, a fonte ATX e porque não, a placa mãe. Overclock, então, se tornou uma atividade caríssima hoje em dia…

A Intel anunciou que no segundo trimestre de 2007 (entre abril e junho) os preços dos seus processadores Core2Duo cairão em média 40%, mas que nesse primeiro trimestre os preços serão mantidos por acreditarem (e eu concordo) que estão em vantagem competitiva frente à AMD. Pela AMD nada de novo, o novo processador de 65 nanômetros (Brisbane) não empolga pela performance nem capacidade de overclock, e pelo menos até meados de 2007 não teremos novidades que possam mudar esse quadro. Então, pelos próximos 6 meses temos o Vista chegando junto com o Office novo, temos preços de processadores estáveis, não teremos novidades muito relevantes enquanto os usuários enfrentarão um custo de upgrade relativamente alto para um benefício discutível, no caso da mudança para o Vista.

Alguns analistas começaram a sugerir à AMD que faça um “revival” dos processadores no soquete 939, tal como no passado foi feito com o K6-2+ (plus) e o velho soquete 7, isso certamente vai agradar muito aos usuários dessas placas que ainda não tem um processador dual core. E vou até mais longe, mas nesse caso a iniciativa deve partir dos parceiros de manufatura da NVIDIA e da ATI. Porque não um “revival” das placas AGP, exclusivamente para upgrades?

Não precisaria ser os modelos topo de linha, mas aqueles intermediários de boa performance como a X1950Pro ou uma 7900GT agradaria muita gente. Se o Windows Vista não “pegar” e o mercado não se “aquecer” como o esperado, esses upgrades de baixo custo serão uma fonte de renda importante que não deve ser desprezada pelas indústrias do setor.

Um rápido comentário pessoal: Quando eu vejo o cenário adiante com o Vista e seus requerimentos (tanto de hardware, quanto pelo DRM), a tendência dos processadores e plataformas apontada pela Intel, comparada com a tendência diferente sinalizada pela AMD, além do caminho oposto e nonsense seguindo pelas placas gráficas de alto desempenho e seus requerimentos elétricos, ainda mais agora com a provável placa de vídeo externa, com fonte própria, enfim, quando eu olho isso tudo e tento antecipar o futuro dessas tendências tão antagônicas, me parece que alguém está redondamente enganado e pode perder muito dinheiro e participação de mercado. Na hora de investir em um PC novo, pense nisso e compre só o que você de fato precisa para suas necessidades imediatas.

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