Negociação pode ter atingido R$ 3,5 bilhões e agrega novos 4,8 milhões de clientes à base da companhia
Acabou a disputa pela Telemig e Amazônia Celular: a Vivo levou. Oi e Claro fizeram suas propostas e saem preteridas. Somente a TIM não participou da disputa. A negociação será anunciada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Agência Nacional de Telecomunicações(Anatel) em questão de dias.
Neste momento, os departamentos jurídicos das duas interessadas estão debruçados no detalhamento da transação, tentando construir as minúcias dos contratos de compra e venda. Há milhares de detalhes a serem descritos também no que concerne às conseqüências da negociação com fornecedores. Está previsto um período de análise pela Anatel, e depois pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O valor que os controladores da Vivo – Telefónica e Portugal Telecom – pagarão ao bloco de controle da Telemig e Amazônia Celular – Citigroup, fundos de pensão e Opportunity – pode estar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. “Se for mais de R$ 3,5 bilhões, o ativo está bem vendido, se for inferior a R$ 3 bilhões, foi mal vendido”, arriscou executivo do setor de telefonia celular.
O negócio põe fim a um longo namoro e agrega mais de 4,8 milhões de clientes à base de usuários da Vivo, de 30,24 milhões no fechamento do segundo trimestre, consolidando carteira atual de 35,077 milhões.
Com isso, a líder Vivo conquista uma distância mais confortável, de 7,5 milhões de pessoas, do segundo colocado, a TIM, que tem 27,5 milhões.
Não se conhece a forma de pagamento mas, dias atrás, na divulgação dos números do 2 trimestre, o vice-presidente financeiro, Ernesto Gardelliano, comentou que a dívida da Vivo era confortável e até comportaria expansão do passivo.
Agora com cobertura em Minas Gerais, a Vivo resolve finalmente uma parte do seu problema grave de não possuir abrangência nacional.
Enquanto a compra sobrepõe duas carteiras de clientes na Amazônia, onde a Vivo já operava, os seis estados do Nordeste continuarão faltando ao mapa de seu território. A região deverá ser incorporada com o leilão das sobras do Sistema Móvel Pessoal (SMP) prevista para outubro, junto com o leilão de terceira geração (3G).
Ao que se sabe até o momento, o sócio Opportunity não criou empecilhos ao negócio.
Leia mais: Orion Consult: Vivo e Telemig se beneficiam com fusão