ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

VMware – uma nova visão – a NUVEM

Virtualização é tema que volta e meia debato com os amigos do FORUMPCs. Foram várias colunas sobre o assunto ao longo dos últimos anos: Maquina Virtual-você ainda vai ter uma (ou mais)! Para navegar sem ser fisgado Virtualização cada vez mais fascinante e séria! Parte 1 Virtualização cada vez mais fascinante e séria! Parte 2 […]

Publicado: 12/05/2026 às 22:23
Leitura
13 minutos
VMware  –  uma nova visão  –  a NUVEM
Construção civil — Foto: Reprodução

Virtualização é tema que volta e meia debato com os amigos do FORUMPCs. Foram várias colunas sobre o assunto ao longo dos últimos anos:

Maquina Virtual-você ainda vai ter uma (ou mais)! Para navegar sem ser fisgado Virtualização cada vez mais fascinante e séria! Parte 1 Virtualização cada vez mais fascinante e séria! Parte 2 Virtualizando PCs e Servidores existentes

Em determinado momento contei para os leitores do FORUMPCs que ao tomar conhecimento da versão 1.0 do VMware eu a desprezei por não acreditar naquilo que me contaram. Assim posso dizer que na minha interpretação a empresa nasceu com “uma idéia maluca” que acabou dando muito certo. Já tendo acreditado na tecnologia de virtualização comecei a usá-la na versão 2.0 do produto VMware Workstation por volta de 2001. Neste momento meu conceito sobre o assunto passara de “idéia maluca” para “idéia genial”. Tornei-me um chato, aqueles que ficam querendo contar para todos sobre um “brinquedo novo”.Foi a fase que usava virtualização como uma forma de me defender de panes de hardware. Meu próprio servidor do escritório era virtual e se a máquina que o hospedava tivesse algum problema eu a transferia para outra. Meu sonho era que isso um dia pudesse ser automático. E o sonho um dia se concretizou.

Vou encurtar a história. Vieram as versões profissionais e corporativas do VMware. Rodando em hardware especializado e dedicado, tolerância a falhas pela transferência automática de host (conhecido como vMotion) e balanceamento dinâmico de carga (migração de máquina virtual de um servidor físico para outro no caso de excesso de uso de CPU) e console de gerenciamento tornaram a solução VMware um padrão de mercado. A era de consolidação de servidores estava amadurecida.

Outras empresas, dentre elas Microsoft, Citrix, IBM e Suncriaram suas soluções de virtualização. A Microsoft criou uma competente solução básica e a embutiu em seu Windows Server 2008 e até mesmo no Windows 7 (“XP mode”) para compatibilizar aplicações antigas com o novo sistema operacional. Nesta hora podemos ter certeza de que virtualização não era mais tecnologia nova e estava totalmente incorporada no dia a dia das empresas e de vários usuários.

O que mais poderia acontecer?? A VMware se reinventou. Não era suficiente ter sido a dona da “idéia maluca” de anos atrás que se tornou “idéia genial” e culminou no padrão de mercado em termos de virtualização. Nascia uma nova era, a era da NUVEM . Uma evolução natural do processo, mainframe, PCs, cliente-servidor, Internet, Web Services e Cloud Computing.

[photoframe size=large desc=

[photoframe size=large desc=

Fundamentada em seu produto original e também pela incorporação de novas tecnologias (e aquisições), duas novas frentes foram abertas. Nasceram dois novos produtos, VMware VIEW e VMware vSphere:

Oé um gerenciador de desktops e aplicações virtuais. Melhor que explicar, vou dar um exemplo. Todo usuário gostaria de poder usar qualquer PC da empresa e ter todo o seu ambiente customizado por ele, com seus hardwares instalados, sempre disponíveis além de dados e arquivos. O gestor de TI quer ter agilidade na implantação de novas estações de trabalho e eficácia na recuperação ou restauração de PCs de usuários. Com VMware View estes dois objetivos são atingidos. Cada usuário tem seu PC virtual hospedado no Data Center da empresa (ou fora dela) e pelo View Manager consegue acessá-lo de qualquer lugar. Aplicações também podem ser virtualizadas de forma gastar pouco espaço nos PCs virtuais e facilitar a distribuição. Para o gestor de TI, disponibilizar um “PC novo” se resume a criar uma nova máquina virtual a partir de um repositório de modelos, nos quais softwares específicos já estão instalados e políticas de segurança já estão aplicadas. Backup, alta disponibilidade e tolerância à falha são pontos chave. Gestores de TI podem manter imagens “snapshots” (fotografias das mudanças realizadas) das estações para manter máquinas dos usuários no padrão limpos e corretos.

[photoframe size=large desc=

Assim máquinas muito modestas (thin clients) podem ser usados pelas pessoas, com suporte a dispositivos locais como scanners, impressoras, etc. Atualizações, Service Packs, etc. podem ser aplicados de forma transparente mesmo com o PC em uso. Está em estágio experimental neste produto uma abordagem diferenciada de “offline client”, na qual um PC mais robusto pode ser usado e mesmo que não haja comunicação com o servidor de máquinas virtuais e este ser sincronizado com o servidor tão logo recupere a capacidade de comunicação.

[

[photoframe size=large desc=

Oé a infra estrutura de virtualizacao que está por trás de todas as aplicações (consolidação, servidores virtuais e VMware VIEW). Pode-se dizer que o vSphere é a evolução dos tradicionais VMware GSX, ESXi e ESX, mas bastante aprimorados.Foram 3 milhões de horas homem investidas no desenvolvimento e testes. Mas porque tanto se a VMware já tinha um produto notável e padrão de mercado??Para se reinventar! Agora o vSphere é denominado CLOUD OS, ou seja, sistema operacional de nuvem, algo bastante ambicioso.

O termo “cloud” (nuvem) vinha sendo usado sem grande critério (escrevi sobre isso tempos atrás – “Cloud computing”, que confusão! ). Entenda nuvem neste contexto como um ambiente no qual a preocupação é com O QUÊ se quer fazer e não com COMO ou ONDE. Recursos são alocados sob demanda de um “pool” de servidores (virtuais) sem preocupação com aspectos de hardware, de conectividade de rede, etc. Parece meio abstrato, mas é isso mesmo. Esta definição me faz lembrar o conceito que tinha de GRID COMPUTING (falei sobre isso em : Haverá Grid Computing em seu caminho? ) que nasceu para agregar força computacional em tarefas muito complexas. Os recursos necessários são provisionados pelo “vSphere Resource Pooling”. O que me espanta é que a VMware precisou virar-se do avesso pois nasceu fazendo de UM grande servidor, vários outros virtualizados, mas agora, com seu CLOUD OS, faz o oposto, permitindo que de um pool de servidores virtuais possa agregar recursos para atender às necessidades.

Obtive estas informações todas no evento VMware Partner Conference, que participei no começo de fevereiro de 2010 em Las Vegas. Pude conversar com algumas pessoas e também ver o quanto esforço há nesta direção. Lembro-me que anos atrás eu sempre via a VMware e outras empresas parceiras em eventos de terceiros (por exemplo no IDF da Intel), discretamente em um local da exposição de parceiros. Dessa vez o evento reuniu mais de 2000 pessoas, parceiros do mundo todo e todo um ecossistema de software, hardware e serviços que agregam valor nesta tecnologia.

Aliás, o mote do evento foi mesmo NUVEM. Algumas das chamadas mais interessantes foram “venha ser um fazedor de chuva”, “não tenha medo da nuvem” (isso após o auditório escurecer e trovoar e relampejar por alguns segundos e “não coloque um band-aid no seu TI , está na hora de remover complexidades”. Não faltaram brincadeiras espirituosas como a ilustração que destacava uma ilha isolada no meio do oceano com uma bandeira fincada “Microsoft Azure”. Foi uma provocação com o sistema de NUVEM da Microsoft que é bastante focado no desenvolvimento e publicação de software na nuvem (um enfoque também bastante útil e inteligente) ao contrário do enfoque da VMware que é prover os recursos de infra estrutura em geral.

[photoframe size=large desc=

[photoframe size=large desc=

Mas será que faz mesmo sentido a NUVEM, da forma como a VMware está querendo nos mostrar? Afinal, e os “problemas de segurança” tão propalados??? Este foi o ponto que mais gostei desta estratégia. Para mim foi uma completa novidade e até pareceu meio sem sentido no começo. Mas começou a fazer sentido quando percebi que a VMware quer fornecer para as empresa a solução para NUVENS INTERNAS ou como chamado por ela de PRIVATE CLOUD. O que está por trás disso é tornar a empresa, seus recursos de TI, suas aplicações prontas para a NUVEM. Tudo se integra nessa visão, o vSphere e o VIEW.

Dessa forma após esta implantação, com os desktops e servidores virtualizados, todos usando os recursos do “pool” (da própria nuvem), poder-se-ia dizer que a empresa estaria PRONTA para a nuvem (cloud aware). Mas ainda com toda a nuvem dentro do perímetro do firewall corporativo, sem riscos.Ao atingir este nível de maturidade, tão logo seja escolhido um provedor externo de serviço de nuvem, a empresa pode “virar a chave”, ou seja, mudar total ou parcialmente seu processamento para este provedor de serviço. Pode permanecer com uma nuvem híbrida (parte dentro e parte fora da empresa). Afinal com os usuários, servidores e desktops já com os “conectores” prontos, com a abstração da camada de hardware e rede, não importa mais ONDE estão os recursos. Esta é a beleza desta estratégia. Permite que se use nuvem, permite que se prepare para ela, com toda a segurança (dentro dos limites da empresa) e esperar o momento adequado para mudar em definitivo para um provedor externo.

Pode-se questionar qual o perfil de empresa que adotaria esta mudança. Foi isso que perguntei para Marcos Fontennelle, diretor de canais da VMware do Brasil. Segundo Marcos, apesar da postura um pouco conservadora em relação à infra-estrutura, o segmento bancário é um forte candidato e já vem adotando esta solução. Também seguradoras, segmento financeiro e o governo. Enfim todas as empresas que precisam ter muita agilidade na implementação de servidores e desktops seguindo políticas e normas muito bem definidas.

Também me impressionei com o imenso ecossistema criado em torno da VMware e sua virtualização em alta escala, seu sistema operacional de nuvem. Na feira de parceiros do evento havia empresas de treinamento, softwares de apoio, prestadores de serviços, hardware de apoio especializado… Isso reforça as previsões da VMware que este ecossistema terá um volume de 46 bilhões de dólares em 2013. Segundo pesquisa do Gartner CIO (final de 2009), enquanto NUVEM tinha a 14ª prioridade entre os CIOs em 2009, mas para 2010 sobe para o 2º lugar.

[photoframe size=large desc=

[photoframe size=large desc=

Segundo a própria VMware o mercado SMB (pequenas e médias empresas) já aderiu à virtualização. Um terço das empresas já têm projetos em curso e 50% deste mercado já os terá implementado nos próximos 12 a 24 meses. Considerando as grandes empresas que já têm uma adesão considerável à tecnologia, o projeto ambicioso da VMware de prover serviços de PRIVATE CLOUD parece ter um solo fértil para decolar.

Voltando ao lodo mais técnico da questão, será que uma NUVEM baseada em virtualização “pesada” dá conta da demanda? Fiquei intrigado com o conceito do VMware View. O “velho e bom” Terminal Services do Windows faz um belo trabalho em distribuir sessões de usuário, com bom grau de personalização (mas não total). O VMware View entrega um PC virtual completamente adaptado ao usuário em todos os aspectos, desde características de hardware como versão de sistema operacional, softwares etc.

Mas será que máquinas virtuais não consumirão mais recursos (CPU e memória) que sessões de terminal do Windows? A VMware explicou que utiliza um recurso de . Assim o consumo de recursos é diminuído. Ressalta que o tempo de acesso à memória “comprimida” ainda é 1000 vezes mais rápido que buscar memória em um Page file. Além disso, o VMware Sphere 4, base sobre a qual o VMware View funciona, realiza um gerenciamento muito sofisticado de uso e liberação de memória não utilizada, multiplicando muito a capacidade de executar VMs além da memória física destinada à cada VM. Além disso, ajustes finos de nível de consumo de recursos por VM, por sessão, nível de acesso a disco são possíveis como maneiras de ajustar um desempenho equilibrado.

[photoframe size=large desc=

Já solicitei à VMware e terei VIEW e SPHERE para testes. Claro que vou conferir tudo isso com meus próprios olhos e em seguida compartilharei com os leitores do FORUMPCs. É só uma questão de tempo…

Outras novidades interessantes são as APIs para desenvolvimento de aplicações “CLOUD ready”, usando linguagens como JAVA, RUBY, .NET, PHP, etc. Esta tecnologia foi incorporada com a aquisição da empresa Spring Source e visa preparar também um ecossistema de aplicações que estarão prontas para rodar de forma desvinculada da infra estrutura, na rede da empresa, na sua PRIVATE CLOUD e também em uma EXTERNAL CLOUD.

Quando John Gage da Sun elaborou a frase “the network is the computer” (o computador é a rede) há muitos anos , incorporada também por seu CEO na época Scott McNealy, tentava criar algo adiante de seu tempo. Foram felizes parcialmente. Mas agora com todo este novo conjunto de recursos, softwares, hardwares e conceitos evoluídos há uma boa chance desta idéia vingar. Mas com uma sutil diferença. A frase que se poderia dizer hoje é “a NUVEM é o computador”. Esta é a definição que mais se aproxima da nova visão da VMware. Uma visão que nasceu (segundo a minha percepção pessoal) a partir de uma “idéia maluca” e que evoluiu muito até o que vejo nos dias atuais. A ponto de estarmos presenciando o que pode vir a ser uma mudança total da forma como se entende TI nas empresas e porque não, também no ambiente doméstico.

O conceito de “IT as service” (TI como um serviço) fica mais palpável e mais próximo se a evolução acontecer nesta direção proposta e desenhada pela VMware. Isso tudo faz muito sentido para mim, pois um dos maiores problemas atuais nas empresas é dosar os investimentos em TI. Se puderem aumentar gradualmente sua infra estrutura “virtual” de acordo com a necessidade, o maior problema que é o equilíbrio serviço x investimento terá sido resolvido!

PS: a qualidade das imagens não é a ideal pois usei muitas fotos que tirei durante o próprio evento VMware Partner Exchange 2010.

PS : para saber quando publico coluna nova acesse minha página no Twitter :

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas