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Volume de malwares do Android sobe 400%

Apesar dos riscos, especialistas preveem lenta absorção de ferramentas de segurança em dispositivos móveis

Publicado: 27/05/2026 às 23:01
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4 minutos
Volume de malwares do Android sobe 400%
Construção civil — Foto: Reprodução

O volume de ataques que tem como alvo o sistema operacional Android, aumentou cerca de 400% desde junho de 2010. Também nesse mesmo período, um em cada 20 dispositivos móveis de empresas desapareceram.

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Essas duas descobertas vieram do relatório ?Mobile Malicious Threats?, lançado na terça-feira (10/05), pela Juniper Networks, que vende hardware de rede e produtos de segurança.

Embora significativo, o aumento de malwares tendo como alvo o Android, não é inesperado. Dan Hoffman, chefe de proteção móvel da Juniper Networks, afirmou que ?não é necessário ser muito inteligente para escrever um malware, porque a maioria dos dispositivos não têm ferramentas de segurança para evitá-los?.

Na verdade, apesar das ameaças contra os smartphones, poucos usuários tomam precauções. Sobre isso, a relatório se refere a um estudo de 2010 ? lançado pela SANS ? que descobriu que somente 15% dos usuários de smartphones empregavam antivírus em seus celulares.

A empresa de pesquisa Infonetics Research prevê que o mercado de software de segurança executado em dispositivos móveis ? sem incluir proteções incorporadas ou serviços em nuvem ? deve aumentar de US$ 345 milhões em 2010 para US$ 1,85 bilhões em 2015. Hoje, os usuários corporativos são responsáveis por mais da metade da parcela de mercado, mas curiosamente, a empresa espera que os consumidores somem mais de 50% da fatia até o final de 2015.

Agora é esperada uma absorção lenta de ferramentas de segurança móveis, tanto para empresas quanto para consumidores. Segundo informações do analista de segurança da Infonetic, Jeff Wilson, este processo está no primeiro passo. Por exemplo, em relação ao ano passado, grandes empresas de segurança adquiriam pequenos fornecedores para aumentar seu portfólio. ?A Juniper comprou a Smobile; a Symantec comprou a GuardianEdge e parte da aquisição da Verisign adiciona-se as suas ofertas de segurança móvel; a McAfee comprou a TenCube e a Trust Digital?.

As empresas estão se adaptando, segundo Wilson. ?Em 2010 as grandes empresas ainda estavam tentando definir o tamanho do problema; descobrir quantos dispositivos na rede eram de empresas e quantos usuários estavam conectados com (ou sem) conhecimento de TI, para assim iniciar o processo de desenvolvimento de políticas e depois adquirir as ferramentas necessárias para abordar as questões?.

Mas uma grande falha dos dispositivos móveis pode alterar esse quadro. ?Como em todos os problemas com segurança ? um evento que pode ter amplo efeito em usuários corporativos ? vamos ver uma grande onda de investimento em ferramentas de proteção?, ele afirmou.

Nesse meio tempo, é necessário ter atenção em onde baixar apps para dispositivos móveis, e especialmente, em lojas de apps terceirizados, por exemplo na China, onde o acesso para o Android Market continua bloqueado. Geralmente, criminosos escondem malwares em clones de aplicativos já conhecidos, especialmente em jogos.

De acordo com o estudo de Juniper, 17% de todas as infecções de smartphones reportadas ?foram por SMS troias que mandavam mensagens para números premium-rate (0900), muitas vezes a um custo irrecuperável para o usuário ou empresa?. Especialistas em segurança dizem que esse tipo de ataque atingiu amplamente pessoas na China e Rússia, onde é relativamente fácil para criminosos registrarem um número premium-rate.

Mas apps de lojas oficiais também não estão imunes a esses spywares. Por exemplo, na quarta-feira (11/05), o Google removeu vários aplicativos de seu Android Market por conterem malware. A decisão do Google veio após a AegisLab ? uma empresa de segurança com base em Taiwan ? lançar um alerta de proteção avisando que aplicativos incluindo o iCartoon, LoveBaby e o 3D Cube Horror Terrible ? todos publicados pela ?zsone? ? continham códigos designados para mandar mensagens SMS para números de telefone premium na China, resultando ou em uma conta única ou numa subscrição contínua.

Saiba mais:

Google remove aplicativos maliciosos do Android

Especial Android e iOS: como eles mudaram a mobilidade

 

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