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WebMotors investe em inteligência

A WebMotors, maior portal brasileiro do setor automotivo, pretende ofertar futuramente a seus clientes – especialmente lojistas e montadoras – as tendências de consumo dos clientes que podem ser pinçadas do site. A intenção da companhia é prestar um serviço ainda mais efetivo, ampliar a satisfação dos clientes e, seguindo o raciocínio, aumentar o faturamento. Tornar a idéia possível, porém, […]

Publicado: 25/04/2026 às 12:36
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Construção civil — Foto: Reprodução

A WebMotors, maior portal brasileiro do setor automotivo, pretende ofertar futuramente a seus clientes – especialmente lojistas e montadoras – as tendências de consumo dos clientes que podem ser pinçadas do site. A intenção da companhia é prestar um serviço ainda mais efetivo, ampliar a satisfação dos clientes e, seguindo o raciocínio, aumentar o faturamento.

Tornar a idéia possível, porém, demandou a aquisição de uma ferramenta de business inteligence capaz de estruturar e utilizar o grande volume de informações contidas no site. São mais de 200 mil anúncios de veículos mensais e cerca de 8,5 milhões de usuários únicos por mês que até então não eram extraídos ou, nos poucos casos em que eram gerados relatórios, não eram automatizados.

Como “efeito colateral”, a WebMotors poderia conhecer melhor seus clientes e seu próprio negócio. “Descobrimos, por exemplo, algumas peculiaridades regionais que tiveram grande impacto na área de marketing. Achávamos que internet era igual em todos os lugares, mas aprendemos que não”, afirma André Santos, diretor de TI e produtos da empresa.

Segundo Santos, estava claro para a área de TI que a forma como as informações eram acessadas não era eficiente. “Tínhamos de fazer tudo de novo a cada estudo”, afirma. E, para o negócio, era evidente que a qualidade e o tempo de entrega não eram apropriados. “Além disso, quando um analista de negócio pedia algo para sistemas, havia uma dificuldade de comunicação por conta da divergência de conceitos,” aponta o diretor.

Foi quando em março de 2007 ambas as áreas resolveram olhar o problema de frente. Em julho, foi montada uma equipe de BI com duas pessoas deslocadas do negócio (uma de marketing e outra do comercial) e um estatístico, contratado no mercado. “Eu, que sou engenheiro de formação e tecnólogo, fui responsável por encaminhar o projeto”, explica Santos.

Em paralelo, começaram a mapear o que as áreas de negócio precisavam. “Usamos basicamente uma pergunta: O que vocês precisam para saber se estamos indo bem ou mal e por quê. Usamos metodologias de desenho de software, questionamos o usuário sobre cada tela para que respondessem o que significavam aqueles números”, detalha ele. 

Em seguida, colocaram um pedido de proposta no mercado – do qual participaram Cognos, BO e MicroStrategy. A resposta dos fornecedores levou cerca de um mês e meio. “Mandamos no começo de outubro e em meados de novembro escolhemos a MicroStrategy”. A fornecedora foi responsável, além da venda do produto, pelo suporte de instalação e set up. Em paralelo, associou-se a um departamento da Portugal Telecom que fez a extração, transformação e carga do site para um data warehouse. A equipe de BI da WebMotors tirava dúvidas dos técnicos das empresas fornecedoras.

Dificuldades
Para Santos, sempre que um projeto trata de muita inteligência de negócio, é preciso um grande esforço para que tudo fique claro. “Até que nossa equipe e a do fornecedor falassem a mesma língua, demorou um pouco. Os problemas tecnológicos, por sua vez, foram rapidamente contornados”, detalha Santos.

Segundo o diretor, porém, um dos pontos mais críticos do projeto de BI é manter o alinhamento das expectativas. “Às vezes, o responsável pelo desenvolvimento exagera porque são tantas possibilidades que é natural o profissional se perder. Eu recomendo começar simples e ter exatamente a informação que a área de negócio conhece. Depois, o BI se tornará naturalmente mais complexo. Acredito que quando uma tela é solicitada, é mais valioso do que quando é ofertado sem a necessidade existir”, garante Santos, que complementa: “acho que erramos nisso, fizemos muita coisa junta, em um bloco”.

O esforço, porém, valeu à pena. “Temos os principais indicadores do que estamos entregando para os clientes. Quantas pessoas acessaram cada carro e quantos e-mails de propostas foram enviados, por exemplo”, conta o diretor de tecnologia e produto.

Continuidade
A equipe criada para se dedicar ao BI deverá, no futuro, tornar-se uma área própria dentro da empresa, segundo ambiciona Santos. “Este projeto não acaba nunca, ele tem de ser parte da forma como a WebMotors pensa. A equipe tem a missão de criar e definir novos indicadores, assim como de analisá-los.”

“Acreditamos ainda que, dado o volume de informações que coletamos, isso pode servir para nossos clientes. Avisar as tendências para as montadoras com as informações que passam no nosso site todos os dias”, conclui o executivo.

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