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AWS Re:Invent 2025
Werner Vogels

Para Werner Vogels, o futuro da IA pertence aos “desenvolvedores renascentistas”

Nesta semana, Werner Vogels, vice-presidente e CTO da Amazon, despediu-se dos palcos do AWS Re:Invent. Por quase uma década e meia, o principal evento global da AWS manteve a tradição de encerrar sua programação oficial com uma keynote do executivo veterano – um momento aguardado por todos ansiosos para ouvir suas previsões para o mercado […]

Publicado: 05/03/2026 às 19:48
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Homem calvo identificado como Werner Vogels, vice-presidente e CTO da Amazon, em pé no palco de um evento, sorrindo com os braços abertos; ele usa camiseta preta com frase em inglês e há um painel vermelho desfocado ao fundo
Construção civil — Foto: Reprodução

Nesta semana, Werner Vogels, vice-presidente e CTO da Amazon, despediu-se dos palcos do AWS Re:Invent. Por quase uma década e meia, o principal evento global da AWS manteve a tradição de encerrar sua programação oficial com uma keynote do executivo veterano – um momento aguardado por todos ansiosos para ouvir suas previsões para o mercado de tecnologia.

Vogels, que não vai a lugar nenhum, segue à frente da estratégia de tecnologia da gigante do varejo e de serviços de nuvem. Agora, disse, é hora de abrir espaço para outras pessoas. “Ninguém está me forçando a fazer isso. Não estou deixando a Amazon. Esta é a minha decisão para garantir que vocês possam ouvir vozes diferentes da minha”, compartilhou, ovacionado pelo público.

A despedida, no entanto, foi acompanhada de mais uma de suas previsões, e o futuro dos desenvolvedores foi o tema escolhido. Vogels aproveitou o momento para defender que a relação entre profissionais e inteligência artificial não será de substituição, mas de evolução conjunta. Para ele, a IA redefine fluxos de trabalho, porém não elimina o papel humano. “A pergunta não deveria ser ‘a IA vai me tornar obsoleto?’. Absolutamente não. Não se você evoluir”, alertou.

Ele reconheceu que algumas tarefas serão automatizadas e que certas habilidades se tornarão ultrapassadas, mas reforçou que o desenvolvedor continua indispensável. “Lembrem-se, o trabalho sempre será seu. Não das ferramentas”, afirmou.

Leia mais: Blue Origin turbina missão rumo à Lua com milhares de agentes de IA

O CTO resgatou, então, uma narrativa histórica sobre como a função do desenvolvedor mudou ao longo das décadas. Relembrou que aprendeu linguagens como COBOL e Pascal, hoje praticamente ausentes, e destacou que cada geração de ferramentas exigiu renovação de competências. A IA seguirá a mesma lógica: assim como compiladores, programação estruturada, linguagens orientadas por objetos, microserviços e computação em nuvem transformaram a prática de desenvolvimento, a IA será mais uma mudança.

Para acompanhar o ritmo de transformação, Vogels defendeu o que chamou de “desenvolvedor renascentista”. “A Renascença foi um período em que tudo mudou porque as pessoas se tornaram curiosas. Elas questionavam suposições, aprendiam e aplicavam esse aprendizado profundamente”, explicou. Essa mentalidade, argumentou, é o que o desenvolvedor contemporâneo deve cultivar para lidar com a IA.

A primeira qualidade desse novo perfil é a curiosidade. Vogels lembrou que aprender sempre fez parte essencial do ofício e que experimentar e falhar continuam sendo motores de evolução. A segunda é a capacidade de pensar em sistemas. Segundo ele, pequenas alterações podem mudar por completo o comportamento de um sistema complexo e, por isso, compreender o todo torna-se ainda mais importante quando ferramentas de IA aceleram a produção de código.

A terceira qualidade é comunicar com precisão, especialmente em um mundo em que interagimos com máquinas por meio de linguagem natural. A ambiguidade dessa forma de comunicação, segundo ele, exige novos mecanismos para reduzir interpretações equivocadas e recuperar clareza lógica.

O quarto pilar é ser dono do que se constrói. Vogels alertou para o risco de desenvolvedores se distanciarem do código quando terceirizam sua criação para modelos generativos. “Não podemos puxar uma alavanca e esperar que algo bom saia. Isso não é engenharia de software, é jogo de azar”, anotou.

Por fim, a última característica do desenvolvedor renascentista é ser um polímata, alguém que aprende muitas coisas. Vogels retomou figuras como Da Vinci e as lições de Jim Gray, pioneiro de sistemas de banco de dados, para defender que os melhores profissionais combinam profundidade técnica com visão ampla. “Nunca houve um momento mais empolgante para ser desenvolvedor”, finalizou.

*O jornalista viajou a Las Vegas a convite da AWS.

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