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X, de Musk, se recusa a entregar dados à França e classifica investigação como “motivada politicamente”

A plataforma X, de Elon Musk, afirmou nesta segunda-feira (21) que não cumprirá a exigência das autoridades francesas de entregar dados relacionados a uma investigação criminal que apura suposta manipulação de algoritmo e extração fraudulenta de dados. Em comunicado publicado no próprio X (antigo Twitter), a empresa declarou que a investigação conduzida pela França é […]

Publicado: 06/03/2026 às 02:42
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3 minutos
x, elon musk, anpd
Construção civil — Foto: Reprodução

A plataforma X, de Elon Musk, afirmou nesta segunda-feira (21) que não cumprirá a exigência das autoridades francesas de entregar dados relacionados a uma investigação criminal que apura suposta manipulação de algoritmo e extração fraudulenta de dados.

Em comunicado publicado no próprio X (antigo Twitter), a empresa declarou que a investigação conduzida pela França é “politicamente motivada” e busca “restringir a liberdade de expressão”. “As autoridades francesas iniciaram uma investigação criminal politicamente motivada sobre o X, envolvendo alegações de manipulação de algoritmo e extração fraudulenta de dados”, escreveu o perfil global de assuntos governamentais da empresa. “O X nega categoricamente essas alegações.”

A investigação foi iniciada em janeiro, após denúncias apresentadas por um parlamentar francês e por um alto funcionário de uma instituição pública. Ambos apontaram possíveis interferências estrangeiras relacionadas ao funcionamento do algoritmo da plataforma.

Segundo a CNBC, o caso foi recentemente transferido para uma unidade especializada da polícia nacional da França. A apuração se concentra em possíveis crimes de adulteração de sistemas automatizados de dados e extração indevida de informações desses sistemas.

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Acesso legítimo e recusa

As autoridades francesas solicitaram acesso ao algoritmo de recomendação do X e aos dados em tempo real de postagens na plataforma para análise por especialistas. O X, no entanto, afirma que desconhece as acusações específicas. “Com base nas informações disponíveis até agora, acreditamos que essa investigação distorce a legislação francesa para servir a uma agenda política e, por fim, restringir a liberdade de expressão”, afirmou a empresa.

A plataforma também questionou a imparcialidade de dois especialistas apontados para revisar o algoritmo: David Chavalarias, diretor do Instituto de Sistemas Complexos de Paris (ISC-PIF), e Maziyar Panahi, líder de plataforma de IA na mesma instituição. Ambos são coautores de estudos críticos à rede social. O X destacou que Chavalarias lidera uma campanha chamada “Escape X”, que incentiva usuários a abandonarem a plataforma.

Em resposta à CNBC, um porta-voz do Ministério Público de Paris confirmou que foi solicitado ao X apenas o fornecimento do algoritmo, sem acesso a dados privados, com o objetivo de realizar uma verificação técnica das questões levantadas por especialistas e pesquisadores. Segundo a legislação francesa, os investigadores estão sujeitos ao sigilo e apenas os responsáveis diretos pela investigação terão acesso às informações fornecidas.

As autoridades garantiram ainda que haverá um “processo seguro” para troca de informações, com “garantias de confidencialidade”.

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